Athletico adota cautela para enfrentar a Chapecoense fora de casa

Redação Rádio Plug
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Athletico enfrenta a Chapecoense. Foto: Robson ...

O clima no Athletico é de total concentração e respeito ao adversário antes do compromisso válido pelo Campeonato Brasileiro. Longe de qualquer clima festivo ou favoritismo exagerado, a comissão técnica do Furacão projeta uma partida de extrema dificuldade contra a Chapecoense, equipe que ocupa atualmente a lanterna da Série A da competição nacional, somando 18 pontos.

O confronto, válido pela 30ª rodada do torneio, está marcado para esta segunda-feira (12), às 19h30, na Arena Condá, localizada no município de Chapecó. À frente da equipe rubro-negra na beira do gramado estará o auxiliar técnico Fábio Moreno. Ele assume a responsabilidade de comandar o time enquanto o técnico titular, Odair Hellmann, cumpre suspensão automática de cinco partidas.

Durante a preparação para o duelo em solo catarinense, Moreno fez questão de ressaltar um dos pontos fortes do adversário que exige atenção redobrada do sistema defensivo paranaense: a bola parada. Segundo o profissional, a Chapecoense tem demonstrado eficiência nesse fundamento ao longo do campeonato, tendo inclusive balançado as redes adversárias por meio dessa jogada em partidas recentes, como no duelo contra o Atlético-MG.

“A gente sabe que, por exemplo, a Chapecoense tem essa característica e fez gol inclusive no Atlético-MG de bola parada. Então é uma equipe que vai nos incomodar. A gente precisa trabalhar mais e trabalhar melhor”, pontuou o auxiliar técnico do Athletico durante coletiva de imprensa.

A solidez defensiva, aliás, tem sido motivo de grande preocupação para a comissão técnica nesta reta final de temporada. Os números recentes ilustram a instabilidade do setor: foram 15 gols sofridos pelo Furacão nas últimas sete partidas disputadas. Para se ter uma ideia da dificuldade recente em manter a meta intacta, a última oportunidade em que o Athletico venceu um confronto sem sofrer gols aconteceu há mais de dois meses, quando superou o Santos por 2 a 0 atuando fora de casa, pela 22ª rodada do campeonato.

Juan Aguirre, zagueiro do Athletico, durante partida pelo Campeonato Brasileiro.

Aguirre pelo Athletico. Foto: Marco Buenavista/Sports Press Photo/IconSport.

Furacão tem mudanças na defesa e problemas por lesão

A instabilidade defensiva também tem sido agravada pelas constantes modificações forçadas por lesões e questões contratuais. No setor defensivo, o lateral-direito Gastón Benavídez continua entregue ao departamento médico, em processo de recuperação de uma lesão muscular na panturrilha esquerda. A baixa mais recente, no entanto, é a do zagueiro Dantas. O defensor, com passagem pelo Novorizontino, sofreu uma lesão muscular na coxa direita durante as atividades preparatórias.

“Ele sentiu um incômodo no último treinamento e fez falta, com certeza, ainda mais um titular. É torcer para que a recuperação dele seja a mais rápida possível porque precisamos do máximo de jogadores disponíveis”, lamentou Moreno sobre a ausência do defensor.

Em contrapartida, o zagueiro Aguirre cumpriu suspensão automática na rodada anterior, durante o revés sofrido diante do Atlético-MG, e deve retornar ao time titular na Arena Condá. Por outro lado, Carlos Terán, que iniciou a última partida entre os onze iniciais, não fardará por questões contratuais. O vínculo do atleta colombiano com o clube se encerra no final da temporada e as partes não chegaram a um acordo para a renovação. Desde o término da Copa do Mundo, o defensor atuou em apenas cinco oportunidades.

Já no setor ofensivo, o principal desfalque confirmado é o atacante Kerwin Vargas. O jogador sofreu um trauma no ombro esquerdo no confronto contra o Galo e atualmente realiza tratamento intensivo no CT do Caju, com o objetivo de recuperar-se a tempo de reforçar a equipe no duelo contra o Palmeiras. Com a sua ausência, a tendência natural é que Leozinho retome seu espaço entre os titulares, compondo o setor ofensivo ao lado de Kevin Viveros e João Cruz.

Além das baixas médicas, a comissão técnica athleticana adota cautela no monitoramento do desgaste físico dos atletas que vêm atuando sequencialmente. Situações específicas de exaustão podem resultar em preservações pontuais. Dois nomes que exemplificam essa preocupação são o volante Luiz Gustavo e o lateral-esquerdo Lucas Esquivel, que precisou ser substituído no compromisso anterior devido ao desgaste extremo.

“Com relação à entrada do Gilberto, só para contextualizar: o Esquivel estava bem exausto e sentindo o início de problema. Para não sofrer mais naquele setor, foi trocado novamente o Mendoza de lado. Por isso a entrada do Gilberto”, concluiu o auxiliar.

Fonte:: umdoisesportes.com.br

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