O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) deu luz verde, sem qualquer tipo de restrição, à formação da Open Standard LLC. A decisão, tomada na quarta-feira (14 de outubro de 2026), viabiliza a sociedade empresarial criada por gigantes globais como Visa, Mastercard, Coinbase, Stripe e Shopify com o propósito principal de desenvolver a Open USD, uma stablecoin lastreada em dólar.
A movimentação estratégica entre as empresas havia sido formalmente comunicada ao mercado por meio de edital veiculado no Diário Oficial da União no dia 1º de outubro, conforme detalhado na documentação oficial disponibilizada em formato PDF – 189 kB.
Para contextualizar o mercado financeiro, a Open USD enquadra-se na categoria de stablecoin. Trata-se de um criptoativo projetado especificamente para manter uma paridade estável de valor em relação a uma moeda fiduciária tradicional, neste caso, a moeda norte-americana. O objetivo central dessa tecnologia é otimizar pagamentos, transações comerciais e transferências digitais utilizando a infraestrutura de ativos virtuais.
Análise antitruste e impactos no mercado nacional
Durante a avaliação técnica da operação antitruste, os conselheiros do órgão antitruste brasileiro concluíram que a consolidação da nova empresa não provoca sobreposição de mercado entre as atividades exercidas pelas companhias fundadoras no território brasileiro, sobretudo no setor de emissão de stablecoins.
O parecer técnico emitido pelo órgão regulador também destacou que, mesmo se a Open Standard obtiver futuras licenças e autorizações para emitir o ativo financeiro diretamente no Brasil, a fatia inicial de mercado das companhias fundadoras por meio dessa nova estrutura conjunta seria nula no cenário atual.
A responsabilidade operacional pela emissão da Open USD ficará sob a tutela da Bridge, uma empresa especializada e focada no desenvolvimento de infraestrutura voltada para o ecossistema de stablecoins. Do ponto de vista tecnológico, o novo criptoativo contará com suporte nativo em importantes redes de registros distribuídos, incluindo as blockchains da Ethereum, Solana, Base e Tempo. No que tange à segurança financeira, as reservas monetárias que garantirão a sustentação do ativo contarão com a participação de instituições de peso como BlackRock, Lead Bank e BNY, conforme apontado em reportagem do portal Exame.
Cronograma de lançamento e independência de ativos
Nesta primeira fase de implementação, o lançamento comercial da stablecoin ocorrerá exclusivamente nos Estados Unidos. A moeda digital não estará disponível para o público brasileiro neste momento inicial, ficando uma eventual expansão para o mercado nacional estritamente condicionada à obtenção das autorizações regulatórias exigidas pelos órgãos competentes do país.
Especialistas do setor ressaltam que a constituição da Open Standard não representa exclusividade ou exclusão de outras tecnologias. Conforme informações veiculadas pela imprensa especializada, a Stripe seguirá mantendo a distribuição de outras moedas digitais consolidadas, a exemplo da USDC (emitida pela Circle) e da USDP (da Paxos). Da mesma forma, gigantes como Visa e Mastercard continuarão a processar liquidações de transações utilizando o USDC, enquanto a Coinbase manterá o suporte integral a esse mesmo ativo em seu portfólio de produtos.
O projeto da Open Standard foi inicialmente revelado ao mercado em junho de 2026. A iniciativa congregou o interesse de mais de 140 empresas globais dispostas a adotar a Open USD em seus processos corporativos. Estruturada como uma joint venture, o modelo empresarial permite que marcas de grande porte unam competências e capitais para fomentar negócios e padronizar ferramentas financeiras de uso coletivo na economia digital.
Fonte:: poder360.com.br


