Safra brasileira de grãos deve alcançar nova alta em 2026 e 2027

Redação Rádio Plug
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A produção brasileira de grãos para o ciclo de 2026/27 tem estimativa oficial calculada em 367,14 milhões de toneladas. O volume representa uma expansão de 1,4% em comparação com o período anterior, quando o país colheu 362,24 milhões de toneladas. O prognóstico foi oficializado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) durante a divulgação do primeiro balanço direcionado a esta temporada agrícola.

De acordo com o levantamento técnico, a área total destinada ao cultivo no território nacional deverá registrar uma ampliação de 2,3%, atingindo 85,41 milhões de hectares. Em contrapartida, a produtividade média calculada para os campos brasileiros apresenta um recuo discreto de 0,9%, ficando projetada em 4.299 quilos por hectare.

Projeções consolidadas para a cultura da soja

No segmento da soja, principal produto da pauta agrícola nacional, a Conab aponta uma colheita estimada em 181,61 milhões de toneladas. O número traduz um acréscimo de 0,7% frente aos resultados obtidos no ciclo 2025/26. Esse avanço produtivo está diretamente atrelado ao crescimento de 1,4% na extensão de terras reservadas à oleaginosa, que deve alcançar 49,3 milhões de hectares.

Os trabalhos de campo avançaram nas primeiras semanas do ciclo. Até o início de outubro, 15,6% da área estimada para a cultura já havia recebido sementes, enquanto 57% dessa superfície encontrava-se em fase de desenvolvimento vegetativo. Entre os estados de maior destaque na produção nacional, o Mato Grosso computava 25,2% da área semeada, ao passo que o Paraná já havia cumprido 36% do cronograma de plantio.

Expectativa de crescimento para o milho

Para a cultura do milho, o órgão governamental projeta uma safra total de 148 milhões de toneladas, o que configura um incremento de 2,4% em relação ao volume anterior. Somando as três safras previstas para o cereal ao longo do ano agrícola, a área dedicada ao plantio deve abranger 23,7 milhões de hectares, consolidando um avanço de 4,9% na área ocupada.

Analisando especificamente a primeira safra do milho, a expansão territorial pode chegar a 4,54 milhões de hectares, alta de 10,7% no comparativo anual. O rendimento esperado para este primeiro período de cultivo é de 32,10 milhões de toneladas, acréscimo de 8,9%.

Nas regiões sulistas, o ritmo de semeadura do milho de primeira safra registrava forte avanço, atingindo cerca de 80% da área planejada nos três estados até o dia 9 de outubro. Santa Catarina liderava esse índice de execução, com 79,9% da área efetivamente semeada.

Desempenho estimado para o algodão

O setor algodoeiro também demonstra estabilidade com viés de alta. A produção de algodão em pluma está dimensionada em 4,16 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 0,3% em comparação com a temporada passada. A superfície agrícola destinada a esta pluma poderá alcançar 2,10 milhões de hectares, refletindo uma alta de 3,7% na área cultivada.

Retração na colheita de arroz

Em sentido oposto, o mercado do arroz aponta para uma retração. A estimativa oficial indica uma safra de 10,8 milhões de toneladas, decréscimo de 2,9% frente ao ciclo precedente. A área total dedicada ao cereal deve ocupar 1,53 milhão de hectares.

Embora as projeções indiquem um aumento de 7,1% na área voltada ao cultivo de arroz de sequeiro, a modalidade de plantio em áreas irrigadas — que detém o maior peso na oferta nacional — deverá encolher 0,4%. Até a primeira semana de outubro, o estado catarinense havia semeado 44% da sua área prevista, enquanto o Rio Grande do Sul contabilizava 27% dos trabalhos concluídos.

Estabilidade para o mercado de feijão

A produção brasileira de feijão deverá manter patamares equivalentes aos anteriores, estacionando em torno de 2,9 milhões de toneladas para a nova safra. Especificamente para o primeiro ciclo da leguminosa, a área com plantio em andamento foi estimada em 808,2 mil hectares, superando em 1,9% o volume do ciclo passado.

Apesar do aumento na área, a colheita esperada para esta primeira safra deverá sofrer uma leve baixa de 1,1%, totalizando 963,1 mil toneladas. No início de outubro, o panorama nacional apontava 18,1% de semeadura efetivada, com o estado de São Paulo já tendo finalizado seus plantios, enquanto Paraná e Rio Grande do Sul registravam, respectivamente, 52% e 42% de áreas semeadas.

Queda expressiva na safra de trigo

Entre as culturas de inverno, o trigo sobressai com uma retração expressiva. A produção nacional para 2026 está calculada em 5,7 milhões de toneladas, o que representa uma queda acentuada de 27,2% em relação ao ciclo anterior. Conforme os técnicos da Conab, o resultado negativo decorre da contração tanto na extensão plantada quanto na produtividade média do cereal. O balanço indicou ainda que 40,3% da área cultivada com trigo já havia sido colhida até o momento da pesquisa.

Fonte:: canalrural.com.br

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