A Polícia Penal do Paraná (PPPR) promoveu recentemente uma capacitação especializada voltada ao aprimoramento de técnicas de imobilização com o uso de algemas. O treinamento contemplou um grupo de 16 profissionais da segurança pública, reunindo 11 policiais civis lotados na Delegacia da Mulher de Curitiba e cinco policiais penais pertencentes ao Setor de Operações Especiais (SOE).
Abordagem técnica e legislação vigente
As instruções foram ministradas pelo policial penal e instrutor Rafael Pereira da Silva. A grade curricular do curso abrangeu tanto aspectos teóricos quanto práticos, com destaque para a análise da legislação e das normas atuais que regem a utilização de algemas no país. Os participantes também puderam exercitar protocolos específicos de algemação colaborativa e não colaborativa, além de métodos seguros para a condução de indivíduos sob custódia.
A iniciativa teve como principal propósito otimizar os procedimentos operacionais cotidianos, elevando o patamar de segurança para os agentes em ocorrências como prisões em flagrante, cumprimento de mandados judiciais, escoltas para audiências e demais rotinas inerentes ao trabalho policial que exijam o emprego de equipamentos de contenção.
Cooperação interinstitucional
O surgimento do curso ocorreu a partir de uma articulação direta da Superintendência da Delegacia da Mulher de Curitiba. Ao identificar a necessidade de reciclagem e aperfeiçoamento técnico de sua equipe, a gestão da unidade buscou parcerias estratégicas. Com o aval da delegada de Polícia Civil Luiza Perez Moraes e de demais autoridades superiores, a demanda foi encaminhada à Polícia Penal do Paraná, resultando na indicação do instrutor especializado por meio de contato com o grupamento de escolta.
Para o instrutor Rafael Pereira da Silva, o programa pedagógico foi desenhado para ir além da mera repetição mecânica de movimentos. O foco central residiu na capacidade de discernimento do agente frente a cenários diversos. “Durante as aulas, buscamos desenvolver não apenas a técnica, mas também a capacidade de avaliar cada situação e agir de forma adequada diante dos diferentes níveis de resistência. O objetivo é que o profissional esteja mais preparado para agir com confiança, eficiência e responsabilidade nas situações reais do serviço”, pontuou o especialista.
Integração operacional no estado
O superintendente da Delegacia da Mulher de Curitiba, Sylvio Piva Junior, integrou o grupo de alunos e atuou diretamente na viabilização do projeto. Em sua avaliação, a experiência não apenas qualificou os servidores, como fortaleceu os laços entre as corporações de segurança estadual.
“Esta capacitação promovida pela Polícia Penal foi de um valor inestimável para a nossa equipe. A rotina da Delegacia da Mulher exige respostas rápidas e, acima de tudo, técnicas. O treinamento de algemamento tático ministrado pelos instrutores da Polícia Penal elevou o nosso nível de segurança operacional, nos dando mais confiança e precisão no cumprimento de mandados e no manejo de custodiados”, declarou Piva Junior.
O superintendente também enfatizou que a parceria consolida um modelo de gestão voltado à somatória de esforços. “Essa integração entre a Polícia Civil e a Polícia Penal demonstra que, quando somamos forças e compartilhamos expertise, quem ganha é a segurança pública do Paraná e a sociedade a quem servimos”, concluiu.
A realização de treinamentos conjuntos dessa natureza evidencia o compromisso das instituições de segurança do estado com a valorização profissional, a atualização constante de doutrinas operacionais e a consolidação de uma atuação integrada em benefício da ordem pública.
Fonte:: policiapenal.pr.gov.br


