Impacto na avicultura nacional após registro de foco sanitário em Santa Catarina

Redação Rádio Plug
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Foto: © Reuters/Mariana Nedelcu/Proibida reprodução

O surgimento de um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus localizada no município de Nova Itaberaba, na região oeste de Santa Catarina, gerou forte apreensão no setor produtivo e nas autoridades sanitárias do país. Como consequência direta da confirmação do caso, importantes mercados compradores da carne avícola brasileira decidiram impor embargos temporários às importações do produto nacional.

Atualmente, países como China, México e Chile constam na lista dos que suspenderam a entrada da commodity em seus territórios. A medida precautionary tem como finalidade resguardar os plantéis locais e obstar a disseminação do vírus, que acomete principalmente aves e é altamente contagioso, embora não represente um risco direto à saúde humana por meio do consumo de carne inspecionada.

Ações de contenção e barreiras sanitárias

Diante do cenário de alerta, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mobilizou equipes técnicas para intensificar a vigilância epidemiológica nas imediações da granja afetada. A estratégia traçada pelo órgão estadual prevê a realização de vistorias presenciais em aproximadamente 1.600 propriedades rurais situadas na zona de proteção e vigilância estabelecida ao redor do foco.

De acordo com as diretrizes técnicas da companhia, a execução de procedimentos específicos, como a coleta de amostras de sangue para exames laboratoriais, deverá abranger cerca de 130 estabelecimentos agrícolas da região. Essa triagem rigorosa obedece a protocolos internacionais de sanidade animal e visa mapear com precisão milimétrica qualquer possível ramificação do vírus, garantindo o controle total da situação no menor tempo possível.

Garantia de segurança para o mercado interno

Enquanto os trabalhos de campo prosseguem em ritmo acelerado, a granja onde o foco foi inicialmente diagnosticado permanece sob rigorosa interdição pelas autoridades competentes. A circulação de aves e insumos no local está terminantemente proibida até que novas diretrizes sanitárias sejam estabelecidas após a erradicação completa do agente patogênico.

Em paralelo, órgãos de defesa agropecuária reforçam que o abastecimento interno segue absolutamente normal e seguro. O consumo de carne de frango, peru e ovos provenientes de estabelecimentos regulados e fiscalizados pelo serviço veterinário oficial não oferece nenhum perigo à população, mantendo-se dentro dos mais altos padrões de exigência sanitária exigidos pelo Brasil e por organismos internacionais.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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