Universidade federal no Paraná homenageia ex-presidente com honraria máxima

Redação Rádio Plug
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Foto: Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) aprovou a concessão do título de Doutora Honoris Causa à ex-presidente Dilma Rousseff. A honraria foi idealizada por um coletivo de professoras pertencentes ao Setor de Ciências Sociais Aplicadas da instituição, com o objetivo principal de ressaltar a importância histórica e a trajetória da ex-mandatária nos campos da economia, da gestão pública e da formulação de políticas voltadas para o desenvolvimento nacional.

Conforme informações divulgadas pela própria universidade paranaense, a aprovação formal da comenda ocorreu durante o mês de setembro, período que coincidiu com as festividades alusivas aos oitenta anos de fundação do referido setor acadêmico. Até o momento, a administração da instituição de ensino superior ainda não divulgou uma data oficial para a solenidade solene de entrega da honraria.

Atualmente, a trajetória profissional de Dilma Rousseff tem projeção internacional. Ela ocupa o cargo de presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), uma instituição financeira multilateral também conhecida popularmente como o Banco dos BRICS. A sede da entidade está localizada na metrópole de Xangai, na República Popular da China.

O significado da comenda universitária

A outorga do título de Doutor Honoris Causa representa um dos mecanismos mais tradicionais e solenes pelos quais a UFPR manifesta seu reconhecimento público a indivíduos cujas trajetórias e ações geram impactos profundos e positivos para a ciência, a educação, a cultura e a sociedade em âmbito nacional ou internacional. Ao longo de sua trajetória secular, a universidade já prestou homenagens semelhantes a dezenas de figuras de destaque em diferentes áreas de atuação.

É importante ressaltar que esta distinção honorífica possui natureza distinta de um título acadêmico convencional. Enquanto o grau de doutor tradicional é conquistado mediante a aprovação em exames de qualificação, cumprimento de créditos em programas de pós-graduação stricto sensu e a subsequente defesa pública de uma tese inédita baseada em anos de investigação científica, a comenda honorária funciona como um reconhecimento simbólico. Ela é conferida a personalidades — independentemente de possuírem ou não formação acadêmica formal — cujas contribuições práticas ou intelectuais apresentem relevância extraordinária para o progresso humano.

O rigoroso trâmite institucional até a aprovação

O percurso que transforma uma simples sugestão em uma honraria oficial dentro da estrutura da UFPR exige o cumprimento de etapas burocráticas rigorosas. O professor Eduardo Salles de Oliveira Barra, secretário dos Órgãos Colegiados da instituição, detalha que o processo começa fundamentalmente na base da pirâmide universitária. A proposta pode surgir a partir de departamentos acadêmicos, de programas de pós-graduação ou diretamente de qualquer um dos dezessete conselhos setoriais que integram a estrutura da universidade.

Quando a documentação e a justificativa da indicação chegam ao Conselho Universitário — que representa a instância deliberativa máxima dentro da hierarquia da UFPR —, o trâmite ganha maior complexidade. Nesse estágio, o colegiado institui uma comissão especial composta por três membros com a missão específica de analisar minuciosamente a biografia, a obra e os reflexos sociais do legado deixado pela personalidade indicada.

“Essa comissão vai se debruçar sobre o material anexado e fazer novas investigações a respeito do legado dessa pessoa”, pontua o professor Eduardo Salles de Oliveira Barra.

O grupo de trabalho encarregado da análise avalia diversos aspectos, que vão desde a produção intelectual e a liderança científica até os impactos práticos das ações do homenageado em prol da sociedade. O desfecho dessa fase ocorre na reunião subsequente do Conselho Universitário, que costuma acontecer cerca de um mês após a instauração da comissão. Para que o nome receba o aval definitivo, a votação exige um rigor diferenciado: não basta a maioria simples observada em outras deliberações corriqueiras, pois o regimento interno impõe um quórum qualificado acompanhado de voto secreto favorável de pelo menos dois terços dos conselheiros presentes na sessão.

“É uma forma de a universidade reconhecer alguém que de fato se destaca perante a sociedade e, ao mesmo tempo, projetar a sua própria relevância diante do mundo”, conclui o secretário dos Órgãos Colegiados ao ressaltar o peso institucional da escolha.

Fonte:: bemparana.com.br

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