Técnico do athletico aponta problema na bola parada e queda de confiança

Redação Rádio Plug
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Odair passa instruções para o time do Athletico...

O desempenho defensivo em jogadas de bola parada tem se tornado a principal dor de cabeça do Athletico ao longo da atual temporada do futebol brasileiro. A fragilidade nesse fundamento ficou novamente evidente após o duelo contra o Grêmio, realizado em Porto Alegre, onde a equipe paranaense sofreu mais dois tentos por meio de lances originados de faltas e cruzamentos para a área.

Com esses números negativos acumulados ao longo das 33 rodadas disputadas até o momento no Campeonato Brasileiro, o Furacão já foi vazado em 19 oportunidades através de bolas paradas defensivas. Este montante alarmante representa praticamente metade — mais precisamente 47,5% — dos 40 gols que a defesa rubro-negra sofreu em toda a sua campanha na competição nacional.

A repetição crônica desse tipo de falha não apenas tem incomodado profundamente a comissão técnica liderada por Odair Hellmann, mas também gerado um impacto direto e nocivo na estabilidade emocional e no nível de confiança do grupo de jogadores em campo. Consequentemente, o desafio para estancar a sangria defensiva exige um planejamento complexo e muito trabalho diário nos centros de treinamento do clube paranaense.

Durante coletiva de imprensa, o comandante rubro-negro abriu o jogo sobre a gravidade do cenário atual e como isso afeta o rendimento geral do time nas partidas do torneio. “É uma situação ruim, porque é uma das fases do jogo que define 30%, 35% de partidas, de campeonatos”, pontuou o treinador. “Realmente a bola parada defensiva está nos trazendo problemas, está nos tirando a confiança”, completou.

Para ilustrar a falta de tranquilidade da equipe, o técnico relembrou a postura defensiva logo nos instantes iniciais do último compromisso oficial pelo Brasileirão. “Com um minuto de jogo a gente quase leva um gol em uma situação de bola parada. Estamos sempre correndo atrás. Isso está nos tirando a confiança. Nos cabe trabalhar muito”, desabafou o profissional.

Odair promete trabalho para corrigir erros

Analisando as opções disponíveis no plantel para o confronto diante do Tricolor gaúcho, Odair escalou um trio de zaga composto originalmente por Arthur Dias, Felipe Aguirre e o lateral Esquivel adaptado à função defensiva. Segundo a avaliação da comissão técnica, o grupo atual apresenta limitações físicas em termos de estatura e impulsão para combater com eficiência esse tipo específico de jogada ensaiada dos adversários.

Entre os defensores utilizados recentemente, o jovem Arthur Dias é o mais alto, medindo 1,88 metro, seguido de perto pelo colombiano Felipe Aguirre, com 1,86 metro. Fechando o setor, o argentino Esquivel, que atua preferencialmente como lateral-esquerdo mas tem sido improvisado na linha de três defensores, possui 1,83 metro de altura. A falta de uma estatura média mais elevada no setor defensivo certamente acaba gerando reflexos negativos em momentos cruciais de cobranças de escanteio e faltas laterais levantadas na área athleticana.

Apesar do momento delicado e da perda recente de posições na tabela de classificação — o Athletico acabou ultrapassado pelo Fluminense nos critérios de desempate e agora ocupa a quinta colocação, mantendo-se, contudo, com os mesmos 54 pontos ganhos —, o comandante mantém o discurso de resiliência e foco total na busca por soluções táticas.

“Temos que trabalhar, abaixar a cabeça, reconhecer que precisamos trabalhar e encontrar a solução”, concluiu o técnico, reforçando o compromisso de reverter o panorama negativo antes das próximas rodadas decisivas do campeonato nacional.

Fonte:: umdoisesportes.com.br

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