Rede privativa federal atinge alta capacidade de conexão em capitais brasileiras

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

A Entidade Administradora da Faixa (EAF) concluiu recentemente a instalação do primeiro lote de capitais contempladas pelo projeto da Rede Privativa da Administração Pública Federal. Essa nova infraestrutura de comunicação, baseada em fibra óptica de alta segurança, foi finalizada em Goiânia (GO), Macapá (AP), Rio Branco (AC) e Vitória (ES). O marco inicial havia ocorrido em Aracaju (SE), que recebeu a primeira conexão em um prédio público no mês de junho, direcionada à sede da Agência Nacional de Mineração (ANM).

O avanço faz parte de uma estratégia nacional voltada para a criação de canais de comunicação exclusivos para o uso do Governo Federal. Com a conclusão desta etapa inicial, o projeto contabiliza a construção de 178,9 quilômetros de cabos de fibra óptica dedicados, estruturando uma rede robusta capaz de integrar 51 pontos de atendimento de órgãos públicos federais nas localidades atendidas.

Órgãos beneficiados e capilaridade da infraestrutura

Entre as instituições que passam a contar com o suporte da nova rede segura estão o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O escopo de atendimento também abrange o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a própria Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Para garantir o funcionamento pleno e o tráfego de informações com alta performance nessas capitais, a operação envolve a ativação de equipamentos modernos de conexão, conectividade e distribuição de dados. O dimensionamento técnico da infraestrutura resulta em uma capacidade nominal estimada em cerca de 34,3 Tbps (terabits por segundo).

Para contextualizar o volume de dados que essa tecnologia suporta, especialistas utilizam o comparativo com conexões residenciais tradicionais. Enquanto um modem doméstico de alto desempenho opera com limitações comparáveis a uma via de tráfego reduzido, a infraestrutura implementada pelo governo funciona como uma supervia de milhares de pistas, possibilitando o trânsito simultâneo de uma massa colossal de informações sem riscos de congestionamento ou lentidão.

Governança, segurança e expansão do projeto

A implantação das Redes Privativas da Administração Pública Federal é uma diretriz do Ministério das Comunicações. A execução material fica sob a responsabilidade da EAF, enquanto a fiscalização e o acompanhamento técnico são conduzidos pela Anatel, com a atuação do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na Faixa de 3,5 GHz (Gaispi), colegiado encarregado de supervisionar as obrigações estipuladas no leilão do 5G.

O foco principal da iniciativa é elevar o patamar de segurança da comunicação institucional entre as diferentes esferas e pastas do governo, adaptando-se aos critérios de criticidade exigidos por cada repartição. Para blindar as informações contra interceptações ou acessos não autorizados, o sistema emprega protocolos avançados de criptografia em todo o fluxo de dados transmitidos.

O planejamento de longo prazo traçado para a infraestrutura é ainda mais abrangente. A meta global do projeto prevê a conexão de aproximadamente 6.500 pontos pertencentes a órgãos e entidades federais, pulverizados por todas as 26 capitais do país, além do Distrito Federal, consolidando um sistema de telecomunicações unificado e protegido para a administração pública.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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