ExpoCal 2026 inicia neste sábado em Campina da Lagoa com foco em tecnologia agrícola e cultura

Redação Rádio Plug
5 min. de leitura
Foto: Divulgação / Idrparana.pr.gov.br

O município de Campina da Lagoa, localizado na região Centro-Oeste do Paraná, dá início neste sábado (31) à edição de 2026 da ExpoCal. O evento, que se estende até o dia 3 de novembro, combina uma ampla programação cultural com atividades técnicas voltadas para o setor agropecuário. A expectativa da organização é reunir um público de aproximadamente 15 mil pessoas ao longo dos quatro dias de festividades e capacitações.

Com entrada franca para toda a comunidade, a feira é uma realização da Prefeitura Municipal de Campina da Lagoa, contando com o apoio institucional da Câmara Municipal, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e do Governo do Estado, por intermédio da Secretaria do Turismo. A estrutura está montada no Parque de Exposições Municipal, espaço que celebra quatro décadas de história em 2026 e permanece como um dos principais pontos de integração e encontro para os moradores da região.

Além das tradicionais atrações de lazer, como shows de abrangência nacional e rodeios profissionais, a ExpoCal 2026 destaca-se pela forte presença técnica e institucional. O IDR-Paraná marca presença com uma agenda robusta de palestras e oficinas voltadas a sanar dúvidas e atualizar os produtores locais sobre os rumos da agricultura moderna, com especial atenção aos desafios impostos pelas oscilações climáticas e à transição para métodos mais sustentáveis de cultivo.

Capacitação técnica e autonomia no campo

Para o engenheiro agrônomo Antonio Padua, profissional técnico vinculado ao IDR-Paraná, a proximidade com o conhecimento especializado é um vetor indispensável para que os agricultores familiares e empresariais da região consigam aprimorar suas rotinas diárias e alcançar patamares mais elevados de produtividade e sustentabilidade nas lavouras.

Durante as oficinas práticas programadas para o evento, os participantes terão a oportunidade de aprender o passo a passo da fabricação do bokashi. Trata-se de um composto orgânico obtido por meio de um processo de fermentação natural, reconhecido por sua capacidade de transformar a qualidade física, química e biológica do solo a médio e longo prazo.

O método assegura a entrega gradual de nutrientes essenciais, estimula a proliferação de microrganismos benéficos para a terra e diminui expressivamente as perdas de nitrogênio, elemento vital para o desenvolvimento vegetal.

“Vamos ensinar os agricultores a produzir um composto orgânico, chamado bokashi. Esse conhecimento dá autonomia para que o produtor prepare seus próprios compostos orgânicos de classe A e obtenha bons resultados na lavoura, utilizando a fermentação produzida na própria propriedade”, detalha o engenheiro agrônomo Antonio Padua.

A programação técnica desenvolvida pelos especialistas também contempla instruções detalhadas sobre a confecção de biofertilizantes líquidos a partir da mesma base de bokashi. Enquanto a variante sólida atua de maneira profunda na reestruturação e revitalização do solo, a formulação líquida facilita a absorção rápida de nutrientes e microrganismos benéficos, podendo ser aplicada de forma eficiente diretamente nas folhas e no sistema radicular das plantas.

O desafio das mudanças climáticas na agricultura

Outro ponto nevrálgico dos debates e palestras programadas para a feira diz respeito à influência direta das alterações climáticas sobre o planejamento e a execução das safras agrícolas. O engenheiro agrícola Pablo Niiche, que possui doutorado em Agronomia com ênfase em Meteorologia pelo IDR-Paraná, enfatiza que a adoção de posturas preventivas deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade de sobrevivência econômica para o produtor rural.

Diante de cenários meteorológicos cada vez mais voláteis e imprevisíveis, o uso de ferramentas consistentes de planejamento agrícola torna-se imprescindível para mitigar os impactos negativos das intempéries sobre as lavouras da região.

“Precisamos estimular os produtores a adotar cuidados com suas culturas, para reduzir perdas e garantir condições adequadas de plantio e colheita, com qualidade do campo à mesa do consumidor”, pontua Pablo Niiche.

A iniciativa reforça o compromisso do poder público e das instituições de pesquisa em fornecer suporte contínuo ao agronegócio paranaense, alinhando inovação, sustentabilidade e entretenimento em um único grande evento que movimenta a economia e o turismo de Campina da Lagoa e arredores.

Safra 2026/2027: produção de soja tem previsão de aumento em 4% no Paraná

Fonte:: idrparana.pr.gov.br

Anúncios
Compartilhe este artigo