A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou a liberação de cinco novos registros de medicamentos injetáveis voltados ao manejo do diabetes tipo 2 e ao combate à obesidade.
Com a atualização, os pacientes passam a contar com mais alternativas terapêuticas comercializadas no formato de canetas aplicadoras. Os dispositivos contêm em suas formulações substâncias já conhecidas no meio médico por atuarem de forma direta no metabolismo humano, contribuindo de maneira significativa tanto para o controle adequado dos níveis glicêmicos quanto para a jornada de perda de peso.
Como funcionam os princípios ativos
As formulações recém-aprovadas baseiam-se na utilização de semaglutida ou liraglutida. Esses compostos atuam como agentes agonistas — ou seja, ativadores — do receptor GLP-1, sigla em inglês para Glucagon-Like Peptide-1 (Peptídeo Semelhante ao Glucagon-1).
Na fisiologia humana, esse hormônio é sintetizado de maneira natural pelo intestino logo após a ingestão de alimentos. Sua principal função é enviar sinais químicos diretamente ao cérebro, ativando os centros responsáveis por modular a sensação de saciedade e promovendo um esvaziamento gástrico mais lento.
A chegada desses novos produtos amplia o acesso a tecnologias que mimetizam essa ação hormonal, auxiliando pacientes que enfrentam dificuldades para manter os parâmetros metabólicos dentro da normalidade apenas com dieta e rotinas tradicionais de exercícios.
Origem e empresas responsáveis
Os fármacos recém-incorporados ao mercado nacional são fabricados por duas indústrias farmacêuticas estabelecidas na Índia: a Biocon e a OneSource Specialty. No entanto, a comercialização e a representação oficial no território brasileiro foram divididas entre três companhias diferentes.
O processo regulatório envolveu a atuação da Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos, da Aché Laboratórios Farmacêuticos e da Dr. Reddys Farmacêutica do Brasil.
Medicamentos voltados ao controle do diabetes tipo 2
Entre os cinco novos registros publicados, três foram direcionados especificamente para o suporte terapêutico de pacientes diagnosticados com diabetes tipo 2:
- Aribet (liraglutida): desenvolvido pelo laboratório Biocon e cuja comercialização ficou a cargo da Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda;
- Embeltah (semaglutida): produzido pela OneSource Specialty e registrado no país pela Dr. Reddys Farmacêutica do Brasil Ltda;
- Sevema (semaglutida): com registro concedido à Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A e fabricação também sob responsabilidade da OneSource Specialty.
Opções terapêuticas para o combate à obesidade
As outras duas opções liberadas pela autarquia federal têm indicação voltada ao tratamento da obesidade. Os órgãos reguladores reforçam, contudo, que o uso dessas substâncias deve ocorrer sempre de forma associada à prática regular de atividades físicas e a uma reeducação alimentar supervisionada:
- Lyrza (liraglutida): produto fabricado pela indiana Biocon, com registro oficial emitido em favor da Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda;
- Wylovol (liraglutida): também produzido pela Biocon e distribuído e comercializado no Brasil pela Farma Vision.
Crescimento na oferta de tratamentos injetáveis
Com a formalização dessas cinco novas autorizações publicadas no Diário Oficial da União, o catálogo de canetas baseadas em GLP-1 chanceladas pela agência reguladora brasileira atinge a marca de 20 produtos aprovados.
A expansão do portfólio reflete a crescente demanda global por terapias biológicas mais modernas e eficientes no combate às doenças metabólicas crônicas, que continuam entre os principais desafios de saúde pública da atualidade.
Fonte:: diariopr.com.br


