O poder terapêutico da música na rotina hospitalar
A música tem se consolidado como uma ferramenta essencial de humanização e suporte terapêutico em unidades de saúde de diversas regiões do Paraná. Por meio de projetos de extensão vinculados a universidades estaduais, corais formados por estudantes, servidores e voluntários levam apresentações e momentos de descontração para pacientes, familiares e profissionais da área clínica. Iniciativas como o Unioeste Encanta, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), e o projeto Coral HU em Concerto, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), demonstram como a arte sonora contribui para a melhoria do ambiente hospitalar.
A aplicação de estímulos sonoros no cotidiano dos hospitais busca oferecer alívio e conforto emocional, ajudando os pacientes a lidarem com o estresse do internamento. De acordo com o coordenador do curso de Musicoterapia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Hermes Soares dos Santos, a manifestação da angústia pode ocorrer de diferentes maneiras, seja pelo choro, pelo riso ou pelo movimento corporal. O especialista destaca que o objetivo não é buscar uma melodia específica, mas sim aquela que atende à necessidade do indivíduo, transformando o recurso artístico em um promotor de saúde e bem-estar no momento em que ele mais precisa.
Atuação prática e impacto nos hospitais paranaenses
O contato regular com melodias e vozes harmoniosas auxilia diretamente na redução da tensão vivenciada tanto por quem está sob cuidados médicos quanto pelas equipes de enfermagem e medicina, que enfrentam rotinas exaustivas. As apresentações costumam abranger diferentes alas dos complexos hospitalares. O coral HU em Canto, por exemplo, realiza intervenções artísticas direcionadas em datas festivas e comemorativas no Hospital Universitário da UEL (HU-UEL), integrando as ações promovidas pela Casa da Cultura da instituição, que fomenta a educação musical na comunidade londrinense.
No Oeste do estado, em Cascavel, o projeto Unioeste Encanta conta com uma estrutura profissional composta por regente, pianista e preparador vocal para levar música aos corredores e enfermarias do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP). A coordenadora da divisão de cultura da Pró-Reitoria de Extensão da Unioeste, Giordana Galvam Lube, ressalta a receptividade do público, especialmente em setores sensíveis. Segundo ela, o retorno positivo recebido nas visitas a alas de cuidados paliativos e unidades psiquiátricas reforça a importância de dar continuidade ao trabalho humanitário.
Extensão universitária e difusão cultural no estado
Além do impacto direto nos ambientes de saúde, as instituições de ensino superior do Paraná mantêm uma ampla grade de atividades artísticas e culturais abertas à participação da comunidade externa. Oficinas de instrumentos, cursos de artes visuais, dança, artesanato e práticas orquestrais fazem parte do leque de opções oferecidas pelos projetos de extensão universitária em todas as regiões paranaenses.
Em Londrina, os interessados em integrar os grupos musicais da UEL podem acompanhar os editais lançados no início de cada semestre letivo pela Casa da Cultura, que disponibiliza opções de canto coral para todas as idades, além de conjuntos instrumentais como o NEUMA Ensemble Universitário de Música Antiga, coros de ópera barroca e quintetos de flautas. Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), a população tem acesso a aulas de piano, viola, violino em grupo e vivências musicais por meio de projetos de extensão.
A programação cultural também se faz presente na região dos Campos Gerais e Centro-Sudeste. A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) desenvolve o projeto Educanto, voltado ao canto coral multigeracional, além de ministrar capacitações em instrumentos como violão, piano e pandeiro, cujos detalhes e inscrições constam no site oficial. Já a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) disponibiliza oficinas de iniciação musical em Guarapuava — contemplando teclado, piano, técnica vocal e violão —, além de manter estruturas como a orquestra filarmônica Lobo-Guará e corည်း voltados à terceira idade. No câmpus de Irati, há ofertas de coral e violão com inscrições condicionadas à disponibilidade de vagas.
Na capital do estado, a Unespar oferece diversas frentes artísticas divididas por câmpus. O Câmpus I (Embap) concentra atividades voltadas à música instrumental, canto coral e repertórios de câmara e ritmos nacionais. No Câmpus II (FAP), a comunidade dispõe de núcleos de percussão, coros, orquestras e grupos filarmônicos, com vagas preenchidas por meio de chamadas abertas. No Norte paranaense, a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) promove iniciativas ligadas ao coral popular, artes integradas ao direito para escolas públicas e valorização da cultura afro-brasileira.
Serviço e Informações Úteis
Inscrições e orientações sobre os projetos em cada região:
- UEL: Inscrições AQUI | Telefone: (43) 3322-5224
- UEM: Inscrições AQUI | Telefone: (44) 3011-4383
- UEPG: Inscrições e grade de cursos AQUI | Telefone: (42) 3220-3481
- Unicentro: Inscrições AQUI (conforme vagas) | Telefone: (42) 3621-1059
- Unioeste: Informações gerais: (45) 3220-5620 | Agendamento de visitas do coral: (45) 98834-2286
- Unespar (Câmpus I – Embap): E-mail extensaoecultura.embap@unespar.edu.br ou detalhes AQUI
- Unespar (Câmpus II – FAP): Períodos de chamadas públicas disponíveis AQUI
- UENP: Contato direto com coordenadores na página da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC)
Fonte:: seti.pr.gov.br


