Tim avança na simplificação societária e aprova absorção da i-systems

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

Conselho da operadora dá passo decisivo para unificar operações de fibra óptica e otimizar estrutura corporativa

O conselho de administração da TIM aprovou formalmente a incorporação integral da I-Systems, sua subsidiária focada em rede neutra que teve o controle retomado recentemente pela empresa de telecomunicações. A medida representa um marco importante na estratégia corporativa da companhia voltada ao mercado de banda larga e à infraestrutura de conectividade no país.

Apesar da aprovação inicial pelo colegiado executivo, a consumação definitiva da operação ainda depende do aval dos acionistas. Para isso, foi convocada uma assembleia geral extraordinária agendada para o próximo dia 30 de novembro, ocasião em que os investidores poderão deliberar sobre os termos da transação.

De acordo com os esclarecimentos prestados pela operadora, assim que o processo de incorporação for concluído, a I-Systems deixará de existir juridicamente, sendo formalmente extinta. Como desdobramento dessa extinção, todo o acervo de direitos, obrigações, contratos e responsabilidades pertencentes à antiga unidade de rede neutra será integralmente transferido para o guarda-chuva da TIM.

Detalhes financeiros e impactos na estrutura acionária

Os levantamentos contábeis indicam que o patrimônio líquido da I-Systems é avaliado atualmente em R$ 1,56 bilhão. No entanto, a diretoria da operadora fez questão de ressaltar que a transação financeira não acarretará qualquer tipo de aumento no capital social da TIM.

Da mesma forma, a reestruturação não prevê a emissão de novas ações no mercado e tampouco provocará alterações significativas na atual base acionária da companhia. A engenharia financeira foi desenhada para absorver os ativos sem diluir a participação dos investidores existentes.

O movimento estratégico foi detalhado ao mercado por meio de um fato relevante divulgado na noite de uma sexta-feira. No documento oficial, a gestão da TIM argumentou que a decisão fundamenta-se na necessidade urgente de simplificar o organograma societário do grupo, eliminar sobreposições de custos, capturar eficiências operacionais significativas e unificar sob o mesmo comando todas as frentes de atuação ligadas à tecnologia de fibra óptica.

Estratégia de longo prazo para o segmento de banda larga

A cúpula diretiva da empresa reforçou que a unificação das estruturas dialoga diretamente com os planos de expansão no setor de banda larga fixa. A meta é criar um ambiente corporativo mais enxuto, ágil e preparado para responder às demandas crescentes por alta velocidade de transmissão de dados.

Em trecho do comunicado oficial enviado ao mercado financeiro, a operadora destacou os principais pilares da manobra empresarial:

“A Incorporação está alinhada à estratégia da Companhia para o segmento de banda larga e infraestrutura de fibra óptica e tem por propósito simplificar a estrutura societária do Grupo TIM, integrar os ativos, recursos, equipes e processos da I-Systems à estrutura da Companhia, consolidar as operações relacionadas à infraestrutura de fibra óptica em uma única sociedade e ampliar a eficiência operacional e a alocação de investimentos”, pontuou a companhia.

Com essa reorganização interna, a TIM busca otimizar a distribuição de recursos financeiros e humanos, direcionando os investimentos de forma mais assertiva para a expansão da cobertura de banda larga baseada em fibra. Os dados mais recentes divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que a operadora encerrou o mês de setembro acumulando um total de 938 mil acessos ativos em sua base, posicionando-se na décima colocação no ranking de atuação nacional dentro do setor.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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