PIB brasileiro avança 3,4 por cento em 2024 impulsionado por serviços e indústria

Redação Rádio Plug
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Foto: Imagem criada por inteligência artificial

A economia brasileira registrou um crescimento expressivo no ano passado. O Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 3,4% em 2024, alcançando a marca histórica de R$ 11,7 trilhões em valores correntes. Os dados oficiais foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do levantamento anual definitivo do Sistema de Contas Nacionais.

Com o avanço da atividade econômica e a atualização dos cálculos, o PIB per capita brasileiro atingiu a marca de R$ 55.410,12 ao longo do período. Enquanto a maior parte dos setores produtivos apresentou resultados positivos, o desempenho geral evidenciou dinâmicas distintas entre os grandes ramos de atividade econômica do país.

Desempenho por setores produtivos

Sob a ótica da oferta, o resultado foi sustentado principalmente pelo setor terciário e pelo parque fabril. O setor de serviços liderou o dinamismo econômico com uma alta de 3,8%, seguido de perto pela indústria, que registrou expansão de 3,1%. Em contraste direto com o restante da economia, a agropecuária foi o único segmento entre os doze grandes grupos de atividades a fechar o ano no vermelho, contabilizando um recuo de 3,7%.

O valor adicionado bruto total apresentou um incremento de 3,1% no consolidado de 2024. Deste percentual, os serviços responderam pela maior parte da contribuição positiva, adicionando 2,6 pontos porcentuais ao resultado global. A indústria contribuiu com 0,8 ponto porcentual, ao passo que a agropecuária exerceu um impacto negativo de 0,3 ponto porcentual no índice geral.

Dentro do segmento de serviços, o IBGE destacou que houve expansão disseminada por todas as atividades monitoradas. O maior destaque coube ao setor de informação e comunicação, que apresentou um salto expressivo de 6,1% em suas operações ao longo do ano.

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Consumo das famílias e investimentos

Analisando pelo lado da demanda, a expansão econômica foi fortemente impulsionada pelo consumo interno e pela retomada dos aportes de capital produtivo. O consumo final geral teve uma alta de 4,4% em 2024. Desse total, as despesas de consumo das famílias avançaram com força, registrando alta de 5,1%, enquanto o consumo do governo apresentou um crescimento mais moderado, de 2,0%.

Outro destaque positivo foi a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos em infraestrutura, máquinas e equipamentos. O indicador saltou 6,9%, conseguindo reverter o cenário de retração de 3,0% registrado no ano anterior. Com esse desempenho, a taxa de investimento da economia brasileira fechou o ano patamar de 16,9% do PIB.

O resultado consolida um cenário em que a demanda interna e o setor urbano mantiveram a economia aquecida, compensando a retração isolada verificada no campo, impactada por fatores específicos de safra e oscilações de mercado ao longo do ciclo produtivo.

Transição metodológica

O instituto estatístico informou que a publicação de tabelas mais detalhadas referentes ao PIB anual definitivo permanecerá temporariamente suspensa. A medida ocorre em função do processo em curso de transição metodológica para a implementação da nova base estatística do ano de 2021. Apesar disso, as estimativas agregadas principais continuam integralmente disponíveis para consulta pública.

Dessa forma, o fechamento das contas nacionais aponta que a economia brasileira concluiu o ciclo de 2024 com resiliência, apoiada principalmente na força do setor de serviços, no reaquecimento industrial, no poder de compra das famílias e na recuperação dos investimentos produtivos, apesar do recuo verificado na atividade agropecuária.

Fonte:: canalrural.com.br

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