Em uma operação de fiscalização realizada nesta sexta-feira (6), agentes da Receita Federal interceptaram quatro encomendas recheadas de substâncias entorpecentes e fármacos controlados com indícios de irregularidades. A ação ocorreu no depósito de uma empresa de transportes situada no bairro da Pavuna, na zona norte do Rio de Janeiro, gerando um prejuízo estimado em R$ 356 mil para os envolvidos no esquema de remessa ilícita.
A descoberta dos materiais proibidos contou com o reforço estratégico da equipe K9, especializada no uso de cães de faro da própria instituição alfandegária. Durante a varredura minuciosa pelo galpão logístico, os animais apontaram volumes suspeitos que escondiam os entorpecentes de forma engenhosa no interior de capacetes de motociclista. O método foi adotado pelos criminosos na tentativa vã de burlar os equipamentos de raio-X e a percepção dos fiscais durante a triagem das cargas.
No balanço oficial da operação, as autoridades contabilizaram aproximadamente 3.600 comprimidos de ecstasy, pesando cerca de 2 quilos no total, somados a pouco mais de um quilo de skunk (uma variação mais potente da maconha) e 20 gramas de MDMA. A investigação preliminar apontou que a rota dos pacotes ilegais tinha como destinos finais diferentes regiões do país, especificamente os estados da Bahia, Minas Gerais e Paraíba.


Remessas de medicamentos controlados sob suspeita
Além das drogas sintéticas e da supermaconha voltadas ao tráfico interestadual, a fiscalização da Receita Federal também colocou sob retenção uma carga de produtos farmacêuticos que exigem controle rigoroso de venda. Na mesma diligência, os servidores confiscaram um lote composto por 246 unidades de tirzepatida, um medicamento de uso restrito e comercialização controlada amplamente buscado para tratamentos de emagrecimento.
Os registros da encomenda detida indicam que o produto partiu do município de Barueri, localizado no interior do estado de São Paulo, tendo como endereço final de entrega a capital fluminense. A falta de documentação regular e os indícios de comercialização irregular motivaram o confisco imediato do material terapêutico.
Todo o volume de entorpecentes apreendido durante a operação na Pavuna foi devidamente lacrado e encaminhado às autoridades policiais competentes. O material servirá de base para a abertura de inquéritos criminais, visando identificar os remetentes, os destinatários finais das cargas e a possível ramificação de redes criminosas especializadas no envio de drogas e remédios controlados através do sistema de transporte de encomendas.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


