A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) iniciou um processo seletivo visando a contratação de um consultor individual. Este profissional será responsável por fortalecer as políticas públicas voltadas para a proteção de dados pessoais no Brasil. A seleção está sendo realizada em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com o objetivo de aumentar a eficácia da regulação e da governança em privacidade e segurança da informação.
De acordo com o edital, a ANPD procura um especialista com formação técnica que desenvolverá estudos e criará uma base de dados estratégica. Essa base será fundamental para aprimorar a análise de incidentes de segurança que envolvem dados pessoais. A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo de modernização institucional, que se concentra na utilização de dados, gestão de riscos, e na melhoria da capacidade regulatória da agência.
O trabalho do consultor se concentrará na fase inicial do projeto, que inclui a pesquisa, identificação e catalogação de legislações, normas setoriais, certificações e boas práticas ligadas à proteção de dados no Brasil e no exterior. Um dos destaques dessa iniciativa é a possibilidade de cruzar essas informações com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), o que permitirá vincular as obrigações legais a setores econômicos específicos e até mesmo a empresas identificadas pelo CNPJ.
A expectativa da ANPD é que a ferramenta resultante proporcione uma visão estruturada acerca dos riscos regulatórios e das obrigações legais relevantes para diferentes atividades econômicas. Isso deve contribuir para respostas mais ágeis e fundamentadas a incidentes de segurança, além de auxiliar nas ações de fiscalização e na tomada de decisões estratégicas.
O contrato com o consultor terá validade de até 188 dias, com uma remuneração total de R$ 96,9 mil, que será paga conforme a entrega de cinco produtos técnicos. Estes produtos incluem desde um plano de trabalho até relatórios que consolidam o mapeamento e o cruzamento de dados relevantes.
Para participar do processo seletivo, os candidatos devem apresentar formação superior em áreas como tecnologia da informação, direito, administração, ciência de dados ou disciplinas afins. Além disso, é necessário ter pelo menos três anos de experiência em projetos que envolvam privacidade e proteção de dados. Conhecimentos em regulação, compliance, gestão de riscos e análise de dados são considerados diferenciais importantes.
O processo seletivo será realizado em duas etapas: uma análise curricular, que terá peso de 70 pontos, e uma entrevista, com peso de 30 pontos. Somente os três candidatos que obtiverem as melhores classificações na etapa inicial serão convocados para a fase final.
As inscrições estarão abertas de 6 de abril a 6 de maio de 2026 e devem ser enviadas por e-mail para selecaotip@anpd.gov.br, juntamente com o currículo e a documentação que comprove as informações prestadas. O resultado final do processo seletivo está previsto para ser divulgado no dia 6 de junho.
Fonte:: convergenciadigital.com.br


