O paranaense Jordi Vilsinski Beffa, de 28 anos, natural da cidade de Apucarana, no Norte do Paraná, recuperou a liberdade após passar cerca de quatro anos preso no Sudoeste Asiático. Detido em fevereiro de 2022 sob acusações de tráfico internacional de drogas na Tailândia, ele foi beneficiado por um perdão real concedido pelo rei Maha Vajiralongkorn devido ao seu bom comportamento no sistema prisional estrangeiro.
A soltura foi formalmente comunicada às autoridades diplomáticas da Embaixada do Brasil na Tailândia. Com a decisão soberana da monarquia tailandesa, Beffa iniciou sua viagem de retorno ao território brasileiro na terça-feira, com desembarque previsto em solo nacional para esta quarta-feira.
Como o processo judicial, o cumprimento da pena e a subsequente concessão do perdão ocorreram integralmente sob a jurisdição tailandesa, as autoridades jurídicas esclarecem que o brasileiro estará totalmente livre assim que pisar no Brasil, sem pendências judiciais pendentes em solo nacional referentes a este caso específico.
O histórico da prisão no aeroporto internacional
A detenção de Jordi Vilsinski Beffa ocorreu logo após o seu desembarque no Aeroporto de Suvarnabhumi, localizado em Bangkok, capital da Tailândia. Na ocasião, em fevereiro de 2022, as equipes de alfândega e segurança do terminal inspecionaram a bagagem do paranaense e encontraram aproximadamente 6,5 quilos de cocaína ocultos entre os pertences. O montante apreendido foi avaliado pelas autoridades locais em cerca de R$ 3 milhões na cotação da época.
A legislação da Tailândia é mundialmente conhecida por sua extrema rigidez no combate ao narcotráfico, aplicando penas severas que podem incluir longos períodos de reclusão em regimes rigorosos e, em casos específicos previstos na legislação do país asiático, até mesmo a pena capital.
Inicialmente, o brasileiro havia sido condenado a uma pena de sete anos de reclusão, que vinha sendo cumprida no Presídio Central de Samut Prakan. No entanto, ao longo do período de encarceramento, ele obteve reduções na condenação em razão de decretos anteriores de clemência, culminando agora com o perdão real integral que viabilizou sua soltura definitiva.
Outros casos marcantes na mesma época
A operação das autoridades tailandesas que resultou na prisão do paranaense também culminou na detenção de outros dois cidadãos brasileiros no mesmo terminal aeroportuário, poucos dias antes da chegada de Jordi.
Na mesma operação de fiscalização realizada no dia 14 de fevereiro de 2022, foram detidas Mary Hellen Coelho Silva, natural de Pouso Alegre, em Minas Gerais, e Ricardo de Almeida da Rosa. Os três casos chamaram a atenção da opinião pública brasileira devido ao rigor das leis locais para crimes envolvendo o transporte de substâncias entorpecentes em voos internacionais.
A repatriação de Jordi encerra um capítulo de intensa repercussão para seus familiares no interior paranaense, que acompanhavam os desdobramentos diplomáticos e consulares do caso desde a sua prisão no continente asiático.
Fonte:: bemparana.com.br


