Campanha estadual de multivacinação atinge marca de 55 mil doses aplicadas no Paraná

Redação Rádio Plug
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Foto: Foto: Sesa

A Campanha Nacional de Multivacinação 2026, iniciada em 3 de agosto, já contabiliza a aplicação de 55 mil doses em todo o território paranaense. O esforço concentrado tem como foco a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes com menos de 19 anos, abrangendo simultaneamente os 399 municípios do Estado.

Com término programado para o dia 1º de setembro, a iniciativa é liderada pelo Ministério da Saúde e conta com o suporte operacional e o reforço da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa). O engajamento da população nesta fase é visto pelas autoridades sanitárias como um passo fundamental para resgatar coberturas vacinais e proteger as novas gerações.

Estratégia contra o retorno de doenças

Manter a caderneta em dia para o público infantojuvenil funciona como uma barreira sanitária indispensável. O objetivo central é diminuir consideravelmente o risco de reintrodução e a circulação de patógenos causadores de enfermidades graves, a exemplo da poliomielite, do sarampo e da influenza. Os gestores públicos lembram que o cenário epidemiológico global exige cautela contínua para evitar quedas drásticas na imunização coletiva no país.

Além do público-alvo prioritário, a mobilização também abre espaço para que os adultos coloquem a imunização em dia. Homens e mulheres podem comparecer aos postos de atendimento para verificar quais vacinas estão pendentes, seja contra o sarampo, a gripe ou outros imunizantes recomendados pelas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir a integridade física da comunidade.

Vigilância rigorosa contra o sarampo

Embora o estado não contabilize casos confirmados de sarampo no momento, a Secretaria de Estado da Saúde mantém protocolos estritos de vigilância epidemiológica desde 2020. O alerta permanece ativo principalmente devido ao avanço de registros da doença em outras regiões do país, com maior concentração de ocorrências em municípios do estado de São Paulo. A recomendação técnica permanece inalterada: a vacina é o único método realmente eficaz de prevenção.

Os registros oficiais da Sesa mostram que, ao longo de 2026, o sistema de saúde paranaense contabilizou 69 notificações de casos suspeitos da doença. Desse total, 68 diagnósticos foram descartados por exames laboratoriais, enquanto apenas um caso segue sob investigação das equipes médicas.

A propagação do vírus do sarampo ocorre de maneira facilitada por meio de gotículas expelidas pelo doente ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Os sinais clínicos mais comuns englobam febre de intensidade alta, exantema (manchas avermelhadas espalhadas pelo corpo), coriza, tosse persistente e inflamação nos olhos (conjuntivite). Como não existe um medicamento antiviral específico voltado ao tratamento do sarampo, a orientação médica é procurar uma unidade de saúde logo aos primeiros sinais, isolando-se de outras pessoas até que o quadro seja devidamente esclarecido.

Esquema de doses recomendado

Para garantir a imunidade adequada contra o sarampo, o calendário nacional estabelece a aplicação da primeira dose aos 12 meses de idade, seguida por um reforço aos 15 meses, utilizando a tríplice viral. Jovens e adultos até 29 anos de idade que não completaram o ciclo devem receber duas doses. Já para a faixa etária compreendida entre 30 e 59 anos, a recomendação atual é a administração de uma única dose. Os profissionais da área da saúde, por sua vez, devem obrigatoriamente apresentar comprovação de duas doses aplicadas, independentemente da idade.

Adesão à vacina contra o HPV

Outro imunizante de grande relevância ofertado durante o período é a proteção contra o Papilomavírus humano (HPV), recomendada para adolescentes, tanto meninos quanto meninas, na faixa etária de 9 a 19 anos. Relatórios estaduais indicam que, entre janeiro de 2025 e junho de 2026, o Paraná registrou a aplicação de 6.140 doses na faixa estendida, compreendida especificamente entre os 15 e os 19 anos.

Apesar das dificuldades habituais para resgatar os adolescentes mais velhos para a imunização, os índices gerais do Paraná mantêm patamares positivos, embora exigen vigilância constante. Durante o ano de 2025, a cobertura vacinal de rotina atingiu 98,76% entre as meninas de 9 a 14 anos, enquanto o público masculino da mesma idade alcançou 91,25%, superando a meta estipulada pelo Ministério da Saúde, fixada em 90%.

No entanto, os números parciais referentes a 2026 apontam uma retração na busca pelo imunizante. A cobertura geral na faixa de 9 a 14 anos recuou para 83,59% entre as meninas e 80,09% entre os meninos. Diante desse cenário de queda, a campanha atual surge como uma oportunidade estratégica para reverter os índices e ampliar o alcance da proteção contra o HPV.

Mobilização no Dia D

Como parte fundamental do cronograma traçado para o período, o dia 22 de agosto foi reservado para a realização do Dia D de Mobilização Social. A data foi escolhida estrategicamente para intensificar a busca ativa, fortalecer os percentuais de cobertura vacinal e facilitar o acesso da população aos imunizantes disponíveis na rede pública, consolidando a prevenção de doenças que podem ser evitadas por vacinas e mantendo a imunidade coletiva em patamares seguros.

Fonte:: bemparana.com.br

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