O juro real do Brasil atualmente está em 9,33%, consequência de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que agora se encontra em 14,50%. Essa queda foi observada em relação ao mês anterior, amplamente influenciada pela inflação elevada.
No cenário global que reúne 40 países, o Brasil ocupa a segunda posição entre os maiores juros reais, figurando atrás da Rússia, que lidera a lista com 9,67%. O país também está à frente do México, que possui 5,09%, e da África do Sul, com 4,62%.
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Os dados que embasam essa classificação foram colhidos em um levantamento realizado pelo economista-chefe Jason Vieira, em parceria com a MoneYou e a Lev Intelligence.
Confira o Ranking Mundial de Juros Reais (Ex-ante):
- 1º Rússia: 9,67%
- 2º Brasil: 9,33%
- 3º México: 5,09%
- 4º África do Sul: 4,62%
- 5º Indonésia: 3,31%
- Média geral: 1,58%
As previsões de Vieira traçavam 50% de probabilidade para um corte de 0,25 ponto percentual; 35% de chance de manutenção da taxa atual; e 15% de chance para um corte mais significativo, de 0,50 ponto percentual.
A classificação do Brasil no ranking permaneceria inalterada, mesmo se o Copom decidisse por manter ou realizar um corte de 0,50 ponto percentual.
A taxa de juros real é obtida através da combinação da taxa de juros DI do mercado com vencimento no indice mais liquido para os próximos 12 meses e a inflação projetada em 4,34%, conforme indicação do Boletim Focus do Banco Central.
Em março, a taxa de juro real era de 9,51%. Em janeiro, esse índice estava em 9,23%, e em dezembro, alcançou 9,44%.
Considerando a taxa de juros nominal de 14,50%, sem considerar a inflação, o Brasil figura empatado na terceira e quarta posições com a Rússia. As taxas nominais mais elevadas do mundo são observadas na Turquia e na Argentina.
Top 5 – Ranking de Juros Nominais:
- 1º Turquia: 37,00%
- 2º Argentina: 29,00%
- 3º Rússia: 14,50%
- 4º Brasil: 14,50%
- 5º Colômbia: 11,25%
- Média geral: 5,30%
Influências do Conflito no Oriente Médio
O atual cenário internacional teve um impacto significativo nos resultados econômicos deste mês, conforme a análise de Jason Vieira. O relatório indica que o conflito entre o Irã e os Estados Unidos alterou a dinâmica das previsões globais inflacionárias para os próximos 12 meses, gerando pressão adicional sobre os preços.
Essa situação levou a uma revisão das projeções inflacionárias na maioria dos países analisados, necessitando, assim, que as autoridades monetárias globais adotassem uma abordagem mais cautelosa.
Um reflexo dessa precaução é evidenciado nas decisões de política monetária. Das 164 nações avaliadas, 84,15% optaram por manter suas taxas de juros, enquanto 4,88% optaram por elevar e 10,98% reduziram as taxas. No recorte mais restrito dos 40 países, 85% decidiram manter as taxas.
Fonte:: infomoney.com.br



