Coritiba e Cruzeiro voltam a se enfrentar em Curitiba após o histórico confronto marcado por violência em 2023

Redação Rádio Plug
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Confronto entre torcedores de Coritiba e Cruzei...

Depois de quase três anos desde a partida marcada por graves cenas de violência, Coritiba e Cruzeiro voltam a se enfrentar em Curitiba. As equipes entram em campo nesta quinta-feira (30), às 21h30, no Estádio Couto Pereira, em confronto válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Esta será a primeira oportunidade em que os dois clubes se encontram na capital paranaense desde o dia 11 de novembro de 2023. Naquela ocasião, torcedores das equipes protagonizaram uma invasão ao gramado e uma briga generalizada que paralisou o andamento da partida na Vila Capanema.

Apesar da gravidade daquele episódio, os times já voltaram a medir forças em campo em outra oportunidade. Em fevereiro deste ano, o Coritiba superou o Cruzeiro por 2 a 1, de virada, atuando no Mineirão, em partida válida pela segunda rodada do Brasileirão da temporada atual. Naquela ocasião, os gols da vitória alviverde foram anotados por Lavega e Breno Lopes, enquanto Matheus Pereira havia inaugurado o marcador para a equipe mandante.

Para o reencontro desta quinta-feira no Couto Pereira, a diretoria alviverde confirmou a comercialização de ingressos para a torcida visitante, com bilhetes estipulados a partir de R$ 180 (inteira) e R$ 90 (meia-entrada).

Relembre a briga em Coritiba x Cruzeiro

Torcedores do Cruzeiro e Coritiba invadem o gramado em confronto durante jogo de 2023

O duelo de 2023 aconteceu em partida válida pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Naquele momento, o Coritiba precisou mandar o jogo na Vila Capanema, uma vez que o Couto Pereira estava reservado para receber a montagem e a realização de um show internacional da banda Red Hot Chili Peppers.

Dentro das quatro linhas, o placar indicava empate sem gols até os 46 minutos do segundo tempo, momento em que Robson balançou as redes para colocar o Coritiba em vantagem. Segundos após o tento, torcedores do Cruzeiro localizados no setor visitante romperam as barreiras de contenção e invadiram o gramado.

Imediatamente após a ação da torcida mineira, torcedores do Coritiba que ocupavam as arquibancadas também acessaram o campo de jogo, dando início a um confronto generalizado. A confusão envolveu diretamente integrantes de torcidas organizadas dos dois clubes, especificamente a Império Alviverde e a Máfia Azul.

Diante da gravidade da situação, atletas das duas equipes, integrantes das comissões técnicas e a equipe de arbitragem buscaram refúgio correndo em direção aos vestiários. A Polícia Militar precisou intervir no gramado com o uso de bombas de efeito moral e disparos de balas de borracha para conseguir dispersar os grupos e controlar os ânimos.

O confronto permaneceu interrompido por aproximadamente 40 minutos. Após intensas negociações e uma reunião emergencial entre a arbitragem, diretores dos clubes e as autoridades de segurança pública presentes no estádio, ficou decidido que o jogo seria retomado para que fossem disputados os minutos finais restantes. O Coritiba administrou o placar e confirmou o triunfo por 1 a 0.

Naquele período da competição, o Coxa atravessava uma fase extremamente delicada, ocupando a vice-lanterna da tabela e caminhando de forma quase irreversível para o rebaixamento à Série B. Por sua vez, o Cruzeiro também convivia com instabilidade técnica e lutava contra o fantasma da degola, conseguindo somar pontos vitais nas rodadas finais para garantir a permanência na elite do futebol brasileiro.

Confusão rendeu punições esportivas e criminais

As cenas de violência generalizada geraram desdobramentos severos tanto na esfera da justiça desportiva quanto no âmbito criminal. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aplicou penas severas a Coritiba e Cruzeiro, determinando que ambos cumprissem quatro partidas com os portões totalmente fechados ao público.

Além da obrigação de atuar sem a presença de torcedores, o Coritiba foi penalizado com uma multa pecuniária estipulada em R$ 40 mil. O Cruzeiro recebeu uma sanção financeira ainda maior, fixada em R$ 50 mil, justificada pelo fato de que os torcedores cruzeirenses foram apontados pelas autoridades como os responsáveis por iniciar a primeira invasão ao campo.

Em paralelo, a Polícia Civil do Paraná conduziu investigações que resultaram na identificação e no indiciamento de 25 torcedores suspeitos de envolvimento direto nos atos de violência. Do total de indiciados, 15 eram associados ao Coritiba e dez integravam a torcida do Cruzeiro.

Agora, com o apito inicial se aproximando, Coritiba e Cruzeiro voltam a dividir o mesmo palco esportivo em Curitiba após a repercussão daquela partida na Vila Capanema. Ao contrário do cenário de 2023, o reencontro desta quinta-feira ocorre dentro da casa alviverde, no Couto Pereira.

Fonte:: umdoisesportes.com.br

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