Crescimento das cidades médias brasileiras atrai novos moradores e investimentos

Redação Rádio Plug
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O perfil demográfico do Brasil tem passado por transformações expressivas nas últimas décadas. Entre os anos de 2010 e 2022, as cidades de médio porte no país foram responsáveis por absorver mais de 67% do crescimento populacional total, o que representa aproximadamente 8,3 milhões de novos habitantes. Com esse avanço, a participação desse grupo específico no contingente populacional brasileiro saltou de 25,4% para quase 28%, enquanto os grandes centros urbanos com mais de 500 mil habitantes registraram um leve recuo em sua proporção.

Os dados oficiais, levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), evidenciam que municípios intermediários ganharam protagonismo. Entre os destaques nacionais está Anápolis, situada no Centro-Oeste. O município consolidou-se como a maior cidade de médio porte da região e ocupa a 13ª posição nesse ranking em todo o território nacional, conforme os levantamentos censitários. O ritmo de expansão populacional local atingiu 19,2% entre 2010 e 2022, alcançando uma estimativa de 424.647 habitantes.

Dinamismo econômico e localização estratégica

Fundada em julho e posicionada geograficamente em um ponto estratégico entre Goiânia e Brasília, Anápolis faz parte de um dos principais eixos econômicos do Centro-Oeste. A base do desenvolvimento do município apoia-se em setores fortes como a atividade industrial, o polo farmacêutico e a logística avançada. Essa combinação entre localização privilegiada e vigor econômico atrai olhares não apenas de moradores, mas também de especialistas em planejamento urbano.

Para Juliano Santos, presidente do Sindicato da Construção Civil de Anápolis (Sinduscon Anápolis), o fenômeno demográfico vai muito além dos números frios. Segundo ele, o movimento reflete diretamente a solidez da economia e as oportunidades abertas na região. O dirigente aponta que a localidade reúne condições altamente favoráveis para quem deseja construir uma carreira, fixar residência ou empreender.

Esse cenário de prosperidade revercute de forma direta no mercado imobiliário. O fluxo contínuo de novas empresas, profissionais liberais e famílias amplia a necessidade de moradias e espaços corporativos. A expansão, contudo, traz consigo a responsabilidade de gerir o crescimento urbano de maneira estruturada, garantindo que a qualidade de vida caminhe lado a lado com o desenvolvimento.

Qualidade de vida e infraestrutura

Um dos principais atrativos apontados por especialistas e novos residentes é o equilíbrio entre infraestrutura urbana completa e a tranquilidade típica de municípios de médio porte. Luiz Ghannoum, especialista no setor imobiliário e diretor comercial da gestora do condomínio horizontal Reserva Sunflower, destaca que fatores como a mobilidade urbana pesam na decisão de quem escolhe a cidade.

“Aqui o trânsito é menor, a gente atravessa a cidade em 15 minutos. A cidade conta com parque, gastronomia, boa rede de comércio e serviços”, pontua o especialista. A proximidade com duas grandes capitais — estando a apenas 50 km de Goiânia e a 150 km de Brasília — também atrai famílias que buscam um cotidiano mais calmo, mas sem abrir mão da facilidade de acesso aos grandes centros.

O mercado imobiliário tem respondido a essa demanda com projetos variados. O Reserva Sunflower, desenvolvido pela Elmo Incorporações, foi planejado para oferecer lazer completo, áreas verdes e de preservação permanente superiores a 45 mil metros quadrados. No segmento corporativo e residencial de alto padrão, a Emisa Incorporadora aposta em iniciativas como o Assis Business & Mall, focado na integração com a natureza, e o Ares Jundiaí, edifício residencial que contará com um mirante panorâmico em seu topo.

Oportunidades e custo de vida atrativos

Outro fator de peso na atração de novos habitantes é o custo de vida, que costuma ser mais acessível em comparação com as capitais brasileiras. David Barbalho, superintendente do Gran Life, reforça que essa vantagem econômica, somada às perspectivas de colocação profissional, funciona como um imã para trabalhadores e investidores de diversas regiões do país.

Um exemplo dessa movimentação é a trajetória do empresário paulista Bruno Magalhães. Após residir por duas décadas em Uberlândia (MG), ele identificou em Anápolis um cenário promissor para investimentos de longo prazo, direcionando recursos para os setores de saúde e imobiliário a partir de 2018. O empresário adquiriu unidades no complexo mixed-use Gran Life, observando uma valorização acima das projeções iniciais do mercado.

A percepção de que a cidade oferece o suporte necessário para diferentes fases da vida é compartilhada por moradores antigos e novos. O aposentado e empresário Djair Dias Brito, que chegou à cidade no final dos anos 1960 vindo do Triângulo Mineiro, destaca que o município garante facilidades cotidianas essenciais. Morador da região central, ele valoriza a proximidade com serviços de saúde, a facilidade para realizar deslocamentos a pé e a fluidez do trânsito local, elementos que, para ele, consolidam o padrão de qualidade de vida encontrado na região.

Fonte:: diariopr.com.br

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