A expressiva derrota sofrida pelo Coritiba diante do Vasco em São Januário, válida pelo Campeonato Brasileiro, entrou para um grupo restrito e indesejado na centenária história do clube paranaense. O revés por cinco gols de diferença marcou apenas a oitava vez em que o Alviverde é superado por essa margem elástica em quase 117 anos de fundação, sendo a terceira ocasião registrada neste século.
Os levantamentos estatísticos foram compilados pelo grupo de pesquisadores e torcedores Helênicos. Como o clube do Alto da Glória registrou apenas uma derrota oficial por uma diferença superior a cinco gols em toda a sua trajetória, o resultado no Rio de Janeiro passa a integrar o ranking dos nove piores placares já acumulados pela instituição esportiva.
Considerando a raridade estatística, reveses dessa magnitude ocorrem, em média, a cada 23,4 anos no histórico coxa-branca, o que ilustra o peso do resultado negativo obtido em solo carioca. O duelo também marcou o reencontro do técnico Fernando Seabra com a equipe vascaína, após negociações que não se concretizaram para que ele assumisse o comando do time da Cruz de Malta anteriormente.
Goleadas sofridas pelo Coritiba no século 21
No atual século, o Alviverde contabiliza três derrotas por uma diferença de cinco tentos, já computando o revés recente para o Gigante da Colina. Anteriormente, o clube havia passado por situação semelhante diante do Flamengo, em 2008, quando foi superado por 5 a 0 no estádio do Maracanã, em partida que teve gols marcados por Obina, Léo Moura, Bruno, Ibson e Maxi Bianchucchi.
Anos antes, em 2002, outro revés expressivo ocorreu em âmbito regional. Pela Copa Sul-Minas, o Paraná Clube venceu o clássico Paratiba por 6 a 1 no gramado da Vila Capanema. Naquela ocasião, o Tricolor balançou as redes com Adriano Chuva (duas vezes), Luciano (duas vezes), Leandro Alves e Marquinhos, enquanto Lima descontou para o time coxa-branca na que se tornaria a maior goleada do clássico estadual pelo torneio, embora ambas as equipes já estivessem eliminadas da disputa.
Derrotas históricas por cinco gols de diferença
As estatísticas mais antigas apontam que reveses elásticos já pontuavam a trajetória do clube antes da metade do século 20, especialmente no âmbito do Campeonato Paranaense. Em julho de 1918, o extinto Britânia aplicou um placar de 6 a 1 sobre o Alviverde. Décadas mais tarde, em 1942, no contexto da Segunda Guerra Mundial, o Ferroviário superou o Coritiba por 7 a 2.
Já na década de 1980, o clube paranaense acumulou outros dois resultados negativos por 5 a 0, ambos no ano de 1984, pelo Campeonato Brasileiro. O primeiro ocorreu em fevereiro, diante do Grêmio, no estádio Olímpico. O segundo aconteceu em maio, quando o Fluminense obteve a vitória elástica no Rio de Janeiro.
Em 1996, o revés foi imposto pelo Palmeiras. Atuando no estádio Palestra Itália, a equipe comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo construiu a vitória por 5 a 0 pelo Brasileirão, com gols assinalados por Luizão (três vezes), Djalminha e Rincón.
A maior goleada sofrida pelo Coritiba na história
O maior revés oficial da história do clube ocorreu em 26 de janeiro de 1930, em partida válida pelo Campeonato Paranaense de 1929. Naquela data, o Coritiba foi derrotado pelo Palestra Itália por 7 a 0, marca que permanece até os dias atuais como o marcador mais elástico desfavorável já registrado em súmula oficial, conforme os registros do grupo Helênicos.
As piores derrotas da história do Coritiba
- 14/07/1918 – Britânia 6 x 1 Coritiba (Paranaense)
- 26/01/1930 – Palestra Itália 7 x 0 Coritiba (Paranaense)
- 08/03/1942 – Ferroviário 7 x 2 Coritiba (Paranaense)
- 29/02/1984 – Grêmio 5 x 0 Coritiba (Brasileiro)
- 06/05/1984 – Fluminense 5 x 0 Coritiba (Brasileiro)
- 17/08/1996 – Palmeiras 5 x 0 Coritiba (Brasileiro)
- 06/04/2002 – Paraná 6 x 1 Coritiba (Sul-Minas)
- 23/10/2008 – Flamengo 5 x 0 Coritiba (Brasileiro)
- 19/09/2026 – Vasco 5 x 0 Coritiba (Brasileiro)
Fonte:: umdoisesportes.com.br


