O Teatro Guaíra, em Curitiba, recebe nesta sexta-feira (25) a estreia do aguardado musical “Diana – A Princesa do Povo”. A superprodução sobre a vida de Diana Spencer — que se tornou mundialmente conhecida como Lady Di após ingressar na Família Real Britânica ao se casar com o então príncipe Charles III — terá uma temporada curta na capital paranaense, totalizando três apresentações entre a sexta-feira e o sábado (26).
A montagem traz para os palcos brasileiros os dramas, as complexidades e a trajetória de uma das figuras mais marcantes do século XX. Em entrevistas concedidas à imprensa local antes da estreia, as atrizes Mavi Carpin, responsável por dar vida à protagonista, e Giselle Prattes, que assume o papel de Camilla Parker Bowles, abriram o jogo sobre os bastidores e os principais desafios enfrentados durante o período de preparação para o espetáculo.
O peso da responsabilidade e a construção da princesa
Para Mavi Carpin, encarnar uma personalidade real cuja história já é amplamente conhecida pelo público exige um cuidado redobrado. Segundo a atriz, a licença criativa cede espaço para um forte compromisso com a veracidade histórica. Como o desfecho da vida de Diana é de domínio público, o maior objetivo da equipe artística foi representar os fatos e os sentimentos envolvidos com o máximo de fidelidade possível.
Para alcançar esse patamar, a intérprete mergulhou em uma extensa pesquisa que abrangeu desde biografias impressas até registros jornalísticos da época. No entanto, um dos pontos que mais exigiu atenção técnica e corporal foi a postura icônica da princesa. “Para mim, eu acho que o mais legal de tudo foi entender o corpo da Diana. Ela tem um corpo muito específico que as pessoas olham e elas já identificam: ‘Essa é ela'”, relata Mavi.
Do outro lado da trama está Giselle Prattes, encarando a missão de interpretar Camilla Parker Bowles, frequentemente estigmatizada pelo público como a grande antagonista da história da realeza. A atriz define o processo como um “delicioso desafio” orientado de perto pelo diretor do musical, Tadeu Aguiar.
Durante os dois meses de ensaios, o diretor cobrou constantemente que a artista compreendesse a distância entre sua própria essência e a da personagem. “Ele pegava muito no meu pé porque ele falava: ‘Camila é muito diferente de você’. Na vida, eu sou mais suave, eu sou mais doce. Então, trazer essa energia um pouco mais densa, bélica da Camila foi um lugar difícil que o Tadeu me ajudou a chegar”, relembra Giselle.
Ambas concordam que a montagem vai além das fofocas de palácio e das manchetes sensacionalistas que dominaram os jornais por décadas. O objetivo é humanizar a figura de Diana, retratando-a não apenas como um ícone da realeza, mas como uma mulher complexa, mãe, repleta de vulnerabilidades, grandes sonhos e frustrações profundas, sob a ótica sensível do teatro musical brasileiro.
Grandiosidade nos palcos e agilidade nos bastidores
Assim como a vida pública de Lady Di foi marcada por proporções monumentais, a produção do espetáculo reflete essa grandiosidade na estrutura técnica. Para recriar a atmosfera da época e dar conta das várias fases da protagonista, a equipe utiliza mais de 250 figurinos exclusivos, adornados com 15 quilos de pedrarias. O guarda-robe ainda conta com mais de 100 pares de sapatos e 58 perucas.
T tanta opulência cênica exige uma logística milimetricamente calculada nos bastidores. Mavi Carpin destaca que o ritmo por trás das cortinas é intenso e depende de uma engrenagem coletiva impecável. “A gente tem uma equipe gigantesca trabalhando para fazer dar certo. Tem troca de roupa que eu faço em 20 segundos. Como que eu iria fazer isso sozinha? Não tem como. Troca peruca, troca roupa, coloca calça, troca”, detalha a atriz sobre a dinâmica frenética das coxias.
Emoção em casa e expectativa do público curitibano
Embora a expectativa seja alta para toda a equipe, a chegada a Curitiba carrega um significado pessoal e profundamente emocionante para Giselle Prattes. Embora tenha construído uma carreira consolidada em outras praças, esta será a primeira vez que a atriz curitibana se apresentará no palco principal do Guairão, tendo a oportunidade de receber familiares que nunca a viram atuar ao vivo.
“Sou curitibana, saí daqui com um ano de idade e pela primeira vez eu vou poder me apresentar no Guairão e pela primeira vez tenho alguns parentes que nunca me assistiram e, agora, vão poder me ver. Vou ter esse privilégio”, comemora.
Questionadas sobre a fama de que o público da capital paranaense costuma ser mais reservado ou crítico, as atrizes demonstram confiança. Para elas, o famoso rigor do clima curitibano ficará retido do lado de fora do teatro; dentro da sala de espetáculos, a conexão com a plateia será guiada exclusivamente pela emoção da narrativa.
Serviço – Diana – A Princesa do Povo
- Quando: 25 e 26 de setembro (sexta-feira às 20h30 e sábado às 16h e 20h30);
- Onde: Teatro Guaíra (Rua Conselheiro Laurindo, s/n, em frente à Praça Santos Andrade, Centro, Curitiba);
- Quanto: Ingressos a partir de R$ 25, disponíveis para venda através da plataforma Disk Ingressos.
Fonte:: bemparana.com.br


