Forças de segurança alinham estratégias para o projeto cidade segura na região metropolitana de Curitiba

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Parana.pr.gov.br

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP) promoveu uma série de reuniões estratégicas voltadas para o avanço do projeto Cidade Segura. O encontro reuniu comandos e chefias das cinco forças de segurança estaduais com o objetivo de alinhar o planejamento operacional e intensificar o combate à criminalidade em nove municípios que integram a Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

A iniciativa contou com a participação de representantes da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Civil (PCPR), da Polícia Científica (PCIPR), da Polícia Penal (PPPR) e do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), estruturando uma rede colaborativa de inteligência e ação ostensiva.

Dinâmica operacional dividida por regiões

A programação de trabalho foi estruturada em dois turnos para abranger de forma minuciosa as particularidades de cada localidade. Durante o período da manhã, os encontros ocorreram nas dependências do 17° Batalhão de Polícia Militar (17° BPM), situado em São José dos Pinhais. O foco dessa etapa esteve no diagnóstico operacional dos municípios acobertados pelo 17° e pelo 29° BPM, abrangendo São José dos Pinhais, Piraquara, Pinhais, Campina Grande do Sul e Quatro Barras.

Já no período da tarde, a coordenação da SESP direcionou as atividades para o município de Colombo. As discussões concentraram-se na área de atuação do 22° e do 34° BPM, contemplando, além de Colombo, as cidades de Almirante Tamandaré, Itaperuçu e Rio Branco do Sul.

O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, enfatizou que a eficiência no enfrentamento aos índices de criminalidade decorre diretamente da articulação em campo e da interpretação aprofundada das dinâmicas locais.

“A melhoria constante da segurança pública dá-se justamente por essa integração entre todas as forças, analisando município a município e crime a crime para identificar as motivações, o meio empregado e atuar de forma pontual em cada região. Cada localidade apresenta particularidades distintas, ligadas ao tráfico ou a conflitos interpessoais, e o trabalho articulado permite intervenções com muito mais precisão”, pontuou o gestor.

No âmbito da Polícia Militar, o comandante do 6º Comando Regional da Polícia Militar (6º CRPM), coronel Alessandro Galeski, apontou que as avaliações conjuntas repercutem de maneira imediata nas diretrizes de patrulhamento ostensivo.

“A grande força do Cidade Segura está em reunir todas as corporações para delinear ações cirúrgicas em cada comarca. A partir desse diagnóstico partilhado, ajustamos o policiamento ostensivo e o emprego do efetivo nas ruas, permitindo antecipar cenários e reforçar a segurança em grandes polos, como São José dos Pinhais, e em toda a Região Metropolitana”, declarou.

Intercâmbio de dados e agilidade pericial

A atuação conjunta também otimiza o fluxo de informações entre as polícias judiciária e ostensiva. A diretora adjunta da Divisão de Polícia Metropolitana (DPMetro), Emanuele Siqueira, destacou que a união de esforços confere maior celeridade e robustez às investigações em andamento.

“A integração possibilita que o fato criminoso seja investigado no seu contexto completo. A Polícia Civil e a Polícia Militar partilham informações complementares que, somadas à perícia técnica da Polícia Científica e à atuação dos municípios, garantem que os inquéritos avancem com solidez, levando à responsabilização penal dos autores perante a Justiça”, afirmou.

O suporte técnico-científico foi abordado pela chefe da Unidade de Execução Técnico-Científica da PCIPR em São José dos Pinhais, Patrícia Doubas Cancelier, que ressaltou a otimização na entrega de laudos e exames.

“A concentração de esforços proposta pelo Cidade Segura tornou o trabalho de todas as forças mais assertivo. Com escalas em extrajornada dedicadas à operação, aumentamos significativamente a taxa de resolução dos exames periciais que dão entrada na unidade, como as perícias químicas de drogas, fornecendo respostas técnicas rápidas para subsidiar os inquéritos”, explicou.

Foco na proteção às mulheres e enfrentamento à violência doméstica

A pauta de direitos humanos e proteção social também ocupou espaço central nas discussões operacionais. Sob a diretriz do Centro de Políticas de Proteção (CPP) da SESP, os comandos avaliaram o andamento das Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) e a eficácia das rondas preventivas efetuadas pelas equipes da Patrulha Maria da Penha nas comarcas metropolitanas.

Diante do cenário de vulnerabilidade de muitas vítimas, o secretário Hudson Leôncio Teixeira reforçou a importância da participação da sociedade civil no alerta precoce a situações de risco.

“Muitas vezes, a mulher que é vítima de violência, é ameaçada ou mantida em cárcere, não tem condições de pedir socorro ou acionar a polícia. É fundamental que as pessoas no entorno percebam estes sinais e tragam a denúncia às forças de segurança para que, em conjunto com a sociedade, consigamos intervir a tempo e evitar o feminicídio”, alertou.

Evolução metodológica do projeto

A estrutura metodológica colocada em prática nos encontros reflete o desdobramento da Operação Cidade Segura, concebida em agosto de 2023 por meio de projetos-piloto em bairros da capital paranaense, amparados por análises estatísticas e operacionais.

O modelo ganhou consolidação definitiva ao longo de 2024, impulsionado pela implantação do Plano Estratégico de Atuação Integrada V.I.D.A. e pela formalização dos Protocolos de Ação Integrada (PAI). Tais mecanismos normatizaram as diretrizes de cooperação entre as agências de segurança, instituindo ciclos contínuos de planejamento, fiscalização e reavaliação tática.

Com essa padronização, a iniciativa passou a ser descentralizada em todas as macrorregiões paranaenses, contemplando tanto os grandes centros urbanos quanto faixas de fronteira e municípios do interior, de acordo com o perfil criminológico de cada território.

Atuação multidisciplinar e controle prisional

A malha de segurança desenvolvida no projeto conta ainda com a retaguarda de outras divisões do Estado. A Polícia Penal do Paraná atua diretamente na fiscalização de monitorados por tornozeleira eletrônica e na gestão da massa carcerária da região.

Em paralelo, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná participa com ações de prevenção contra incêndios, vistorias técnicas e prontidão para suporte em ocorrências de defesa civil e atendimento de urgência em toda a área metropolitana.

Fonte:: parana.pr.gov.br

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