Depois de registrar um amanhecer bastante gelado, com temperaturas mínimas que chegaram a ficar próximas de zero grau em algumas regiões, o estado do Paraná se prepara para uma nova virada nas condições meteorológicas. A trégua na precipitação, que durou apenas dois dias, está prestes a terminar com o avanço de ventos úmidos vindos do oceano em direção à faixa Leste paranaense, conforme apontam os prognósticos do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
Essa retomada da instabilidade atmosférica acontece em um momento delicado, no qual o estado ainda contabiliza os prejuízos e tenta se recuperar dos estragos provocados por temporais recentes. De acordo com os registros oficiais consolidados pela Defesa Civil estadual, as intempéries causaram cinco mortes e atingiram diretamente 83 municípios. Ao todo, mais de 24 mil pessoas foram afetadas de alguma maneira pelas fortes chuvas anteriores.
Os dados detalhados mostram que a situação de emergência deixou 2.340 pessoas desalojadas e outras 620 totalmente desabrigadas, necessitando de abrigo temporário. No aspecto estrutural, a força dos ventos e da água danificou 3.560 residências e provocou a destruição completa de 20 moradias, exigindo um esforço contínuo de assistência humanitária e reconstrução nas localidades mais castigadas.
Para esta quinta-feira, o Simepar indica que o dia começa com marcas térmicas ligeiramente abaixo dos 10°C em diversos pontos do território paranaense. Há, inclusive, previsão de restrição na visibilidade logo nas primeiras horas da manhã em trechos localizados dos Campos Gerais, na região Centro-Sul e no Norte do estado. Nas demais áreas do interior, onde o sol aparece entre nuvens, a tarde deve registrar uma leve elevação térmica, principalmente nos setores Oeste e Noroeste.

Inmet prevê geada fraca e variação térmica no Sul
Em paralelo, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas indicando a probabilidade de formação de geada fraca durante a madrugada e o início da manhã em zonas específicas do sul, centro e nas áreas de serra dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além do extremo sul do Paraná.
Com o passar das horas, a cobertura de nebulosidade tende a se intensificar no norte e oeste paranaense, assim como no oeste catarinense e gaúcho, embora sem expectativa de precipitação imediata para esses locais. Nas demais regiões, o predomínio será de céu com poucas nuvens.
As capitais e grandes centros da Região Sul também sentem os reflexos dessa oscilação. A previsão aponta mínima em torno de 10 °C tanto em Curitiba quanto em Porto Alegre. Já as máximas devem alcançar os 20 °C em Florianópolis e 21 °C na capital gaúcha. Na capital paranaense, o cenário predominante será de muitas nuvens ao longo do dia, com os termômetros não passando dos 17 °C.
A partir de sexta-feira, a chegada gradual de novas áreas de instabilidade meteorológica favorece o retorno efetivo das chuvas, concentrando os maiores volumes inicialmente nas regiões oeste e sudoeste paranaenses. Embora os acumulados previstos inicialmente não sejam elevados nessas localidades, o fenômeno marca o início de um padrão atmosférico mais instável em todo o estado.
Avanço de cavado intensifica o volume de precipitações
O cenário de instabilidade ganha força significativa no sábado, atingindo de forma mais intensa as áreas centrais, o sul e o sudoeste do Paraná. A aproximação de um sistema de cavado na atmosfera atua como o principal agente organizador das chuvas, criando condições para volumes elevados e acumulados expressivos em múltiplos municípios.
Especialistas em meteorologia destacam que o sábado exigirá maior atenção e monitoramento por parte da população e dos órgãos de defesa civil, configurando-se como o período mais crítico desta nova frente de instabilidade climática no estado.
Para o domingo, a tendência é de que o quadro meteorológico continue desfavorável, com a persistência e o espalhamento das chuvas associados ao deslocamento de um sistema de baixa pressão combinado com o avanço do cavado sobre a Região Sul do país. As autoridades continuam monitorando os radares para emitir novos alertas caso os volumes previstos apresentem riscos adicionais às áreas já vulneráveis.
Fonte:: bemparana.com.br


