A futura administração do Paraná Clube por meio de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) já começa a desenhar planos ambiciosos para o futuro do Estádio Durival Britto e Silva, a tradicional Vila Capanema. Entre as ideias em estudo pela empresa interessada na compra, está a possibilidade de reconfigurar o espaço para abrigar um centro comercial, incluindo um shopping, e garantir maior autonomia na exploração do imóvel.
Atualmente, o Tricolor detém a concessão pública do estádio até o ano de 2048, com possibilidade de prorrogação, embora o terreno pertença formalmente à União. O local figura como um dos principais atrativos para a NextPlay, empresa que está perto de concluir a compra da SAF paranista e assumir os rumos administrativos e financeiros da instituição nos próximos anos.
O CEO da NextPlay, Pedro Weber, detalhou que a nova gestão pretende abrir negociação com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) para buscar uma definição jurídica definitiva sobre a propriedade do terreno. Segundo o executivo, a aquisição em definitivo traria a flexibilidade necessária para transformar a dinâmica da região.
“Tendo a propriedade você tem mais mobilidade para desenvolver dentro do espaço outras atividades”, afirmou Weber em entrevista recente ao podcast Suits & Cleats.
De acordo com o dirigente, o projeto arquitetônico e comercial poderá passar por intervenções profundas. “Vou poder empurrar o estádio um pouco para o lado, fazer um shopping, fazer alguns ajustes e vou ter mais mobilidade para exploração, enquanto em uma concessão você segue as regras do edital”, explicou.
A diretoria da futura gestão enxerga o estádio histórico não apenas como uma praça esportiva, mas como um polo gerador de caixa. O planejamento estratégico visa converter a Vila Capanema em uma vantagem competitiva sustentável, modernizando as instalações e diversificando as frentes de arrecadação financeira.
“A Vila Capanema é outro centro de receita. A gente quer que se torne uma vantagem competitiva, desenvolvendo o estádio, tornando-o mais moderno, mas também trazendo outras atividades ali para dentro”, pontuou Weber. O executivo também destacou o incentivo a eventos e atividades comerciais para consolidar um complexo multiuso voltado ao fortalecimento econômico da SAF.
Projetos esportivos e metas de longo prazo
Além das inovações estruturais no estádio, a chegada da SAF está atrelada a um planejamento esportivo de longo prazo. A expectativa da cúpula da NextPlay é de que o Paraná possa retornar à Série B em 2030, embora os dirigentes reconheçam que o cronograma está sujeito a variações e desafios competitivos.

Torcida do Paraná Clube na Vila Capanema. (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Folhapress).
Sem divisão nacional no momento, o clube terá de buscar uma vaga na Série D de 2028 através do Campeonato Paranaense de 2027. Durante esse processo de reestruturação institucional e esportiva, a futura gestão assumirá a responsabilidade de arcar com os custos operacionais necessários para manter o departamento de futebol competitivo.
Paralelamente às transformações projetadas para a Vila Capanema, a diretoria avalia alternativas pontuais para mandar partidas de grande apelo de público em outros palcos da capital paranaense, como a Arena da Baixada ou o Couto Pereira, durante a temporada de 2027.
A limitação de capacidade da Vila Capanema, que atualmente comporta cerca de 15 mil torcedores, motiva o estudo de utilização dos estádios dos rivais locais em ocasiões específicas, maximizando o potencial de bilheteria e a arrecadação financeira do clube em jogos de maior apelo popular.
Fonte:: umdoisesportes.com.br


