O jovem goleiro Pedro Morisco, destaque do Coritiba, admitiu ter sido pego de surpresa com a sua primeira convocação para defender a seleção brasileira principal. Aos 22 anos, o arqueiro revelou que, em seu planejamento de carreira, imaginava alcançar o patamar da equipe nacional apenas daqui a um ou dois anos, após acumular mais experiência no futebol profissional.
Em entrevista concedida à CBF TV, o atleta explicou que o chamado ocorreu antes do que ele próprio projetava, mas avalia que o momento é ideal para o seu amadurecimento. “Quando eu soube que poderia acontecer, já era uma surpresa tremenda pra mim, porque significava que consegui pelo menos ser visto, já estava com essa conquista. Venho de dois anos na Série B, vamos lutando por alguns objetivos e a gente sonha, mas neste ano eu pensava muito em criar casca, aprender muitas coisas ainda e quem sabe daqui a um ou dois anos ser convocado. E aconteceu logo no primeiro ano, foi uma surpresa tremenda. Com certeza foi no tempo certo, no tempo que Deus queria”, declarou.
Disputa por espaço e preparação na Data Fifa
Durante o período de treinamentos com a Amarelinha, Morisco divide as atenções da posição com Hugo Souza, atualmente no Corinthians, e Otávio, do Cruzeiro. A equipe nacional cumpre agenda de amistosos internacionais e, após empatar em 1 a 1 com a Austrália no primeiro compromisso, volta a enfrentar os australianos na próxima terça-feira (29), às 7h (horário de Brasília), no Suncorp Stadium, localizado em Brisbane.
Com a expectativa de buscar uma oportunidade entre os titulares, o arqueiro garantiu empenho máximo nos treinamentos diários. “Sou um cara que me dedico demais, demais, demais e nesses 15 dias que estarei aqui, eu vou entregar 200%, 300% do que eu posso, porque é uma oportunidade única que a gente tem de deixar a melhor impressão possível. O futuro, a gente não controla e não sabe o que acontece, mas estamos aqui no presente, a gente faz o hoje, e espero fazer o meu melhor nos treinos e, se tiver a oportunidade nos jogos, entregar meus 100% do primeiro ao último segundo do jogo”, afirmou.
Gratidão ao Coritiba e quebra de jejum

Pedro Morisco em treino com a seleção brasileira. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF).
A convocação do atleta também encerrou um jejum de 15 anos sem que o clube paranaense tivesse representantes chamados para a seleção principal — o último havia sido o zagueiro Emerson, em 2011. Com vínculo contratual válido até dezembro de 2027, o goleiro já ultrapassou a marca de 100 partidas oficiais com a camisa alviverde e fez questão de exaltar a importância da instituição em sua trajetória.
“A gente sabe da dificuldade. É um clube que vinha passando por momentos não tão bons nos últimos anos, mas sempre revelou muitos atletas e trouxe muitos à seleção. Não de uma forma direta, mas sim vendendo jogadores cedo e eles depois vindo para a seleção. Nos últimos dois anos, o Coritiba vem se estruturando, está exigindo muito dos seus atletas e querendo evoluir no cenário nacional. Eu devo muito ao Coritiba por estar aqui. Sem ele, eu não seria nada”, pontuou o jogador, cria da base do Couto Pereira.
Contato próximo com o ídolo Taffarel
Além de vivenciar o ambiente da seleção principal, Morisco destacou a oportunidade de trabalhar diretamente com um de seus grandes ídolos no esporte: o tetracampeão mundial Taffarel, atual preparador de goleiros da equipe nacional. Segundo o jovem, a recepção do histórico camisa 1 ajudou a amenizar a ansiedade típica dos primeiros dias com o grupo.
“No primeiro momento que eu cheguei, ele já brincou comigo, já quebrou todo aquele gelo, toda aquela expectativa. É um ser humano incrível e estou tendo um privilégio imenso de ser treinado por ele, aprender com ele. Espero nesses dias em que estamos juntos escutar o máximo de coisas possível, aprender ao máximo, porque ele é um dos maiores nomes da história do Brasil e tem muita coisa para me ensinar, e eu tenho muito a aprender com ele”, concluiu.
Assista à entrevista de Pedro Morisco na seleção brasileira:

Fonte:: umdoisesportes.com.br


