Um novo grupo de trabalho foi estabelecido pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI) com a finalidade de identificar os possíveis obstáculos tecnológicos que podem inviabilizar a exploração e transformação de minerais críticos e estratégicos no Brasil. A criação do grupo ocorreu na terça-feira, 12 de maio de 2026, e foi oficializada por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).
A iniciativa será liderada pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e contará com a colaboração de diversas instituições que fazem parte do ecossistema do MCTI. O objetivo central é garantir um mapeamento eficaz que possa direcionar políticas e investimentos em pesquisa e desenvolvimento dentro desse setor.
Em uma entrevista concedida ao portal Poder360, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI destacou que o projeto será encarado como uma prioridade dentro do ministério. Ele afirmou: “Um programa que irá delinear a política que vamos implementar para minerais críticos e estratégicos no que diz respeito à ciência, tecnologia e inovação está sendo elaborado. Precisamos entender o que é necessário produzir, identificar os gargalos tecnológicos e planejar como superá-los”.
Desafios na exploração de minerais críticos
A realidade da exploração de minerais críticos no Brasil enfrenta diversos desafios, que incluem a falta de infraestrutura adequada para refino e transformação, além de um mapeamento de ativos ainda em estágios iniciais. Esses fatores limitam o progresso necessário para o desenvolvimento do setor.
A criação do grupo de trabalho se deu um curto tempo após a Câmara dos Deputados ter aprovado um projeto de lei que institui a Política Nacional dos Minerais Críticos. Essa legislação prevê a criação de um fundo de R$ 5 bilhões destinados a benefícios fiscais, com a intenção de incentivar a transformação e o beneficiamento de minerais críticos no país. O projeto ainda aguarda a análise do Senado.
O secretário também mencionou que o resultado desse grupo de trabalho será a implementação do Programa Inova+Mineral, que irá estabelecer uma agenda para a promoção de infraestrutura científica, formação de profissionais especializados, desenvolvimento tecnológico e a industrialização desses recursos.
De acordo com a portaria emitida pelo MCTI, deverão ser priorizadas as seguintes temáticas: fortalecimento da infraestrutura científica, formação e capacitação de recursos humanos, desenvolvimento de atividades de pesquisa e inovação, promoção do extensionismo tecnológico, incentivo ao empreendedorismo e à industrialização, além da valorização do conteúdo nacional e o fortalecimento das cadeias produtivas de base mineral que são consideradas prioritárias e estratégicas para o país.
Além do Cetem, o grupo contará com a participação de outras entidades importantes, como a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e o CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos), todas com o intuito de colaborar para que o Brasil possa avançar na exploração e uso adequado de seus minerais críticos.
Fonte:: poder360.com.br




