Com IA, dispositivos se tornam nova fronteira da segurança nas empresas

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Daniel Navas

A gestão de dispositivos em ambientes corporativos, que anteriormente era considerada uma função meramente operacional, está agora se transformando em uma parte essencial da estratégia empresarial. Essa mudança é impulsionada pela crescente mobilidade no trabalho, pelo aumento das ameaças cibernéticas e pela crescente complexidade dos ambientes de tecnologia da informação (TI).

Essa temática foi central durante o Urmobo Partner Meeting 2026, que reuniu diversos parceiros, executivos e especialistas do setor, incluindo representantes de empresas renomadas como XP Inc., Google e Gartner.

Em declaração ao InfoMoney, Thiago Carvalho, cofundador da Urmobo, destacou que os endpoints evoluíram de simples equipamentos para se tornarem a nova borda de segurança das empresas. “Os dispositivos deixaram de ser só ferramentas e agora são fundamentais na defesa contra ameaças”, afirmou Carvalho.

A transição de operação para estratégia

Conforme observado pelo executivo, três fatores principais justificam essa transição: a descentralização do trabalho, a variedade crescente de dispositivos e a evolução das ameaças digitais.

Essa nova realidade implica que a segurança não é mais exclusiva do perímetro das redes corporativas, mas sim diretamente relacionada aos dispositivos utilizados diariamente pelos funcionários.

Com as empresas gerenciando uma gama de equipamentos como smartphones, notebooks, coletores de dados e máquinas de pagamento, muitas vezes fora da rede corporativa, a administração desses ativos exige uma abordagem mais rigorosa, políticas centralizadas e monitoramento ativo.

Estratégia de parcerias

Para abordar esse contexto, a Urmobo adotou um modelo de atuação totalmente baseado em canais. A empresa colabora com distribuidores, integradores e parceiros locais em toda a América Latina.

Carvalho ressaltou que este modelo é fundamental para expandir sua operação em um mercado com características tão diversas como o latino-americano: “Crescer na América Latina sem contar com canais locais é praticamente impossível. Os parceiros adicionam valor não apenas na implementação, mas também no suporte e na compreensão das necessidades dos clientes”, explicou.

Atualmente, a Urmobo possui mais de 120 parceiros ativos e 8 distribuidores estratégicos, além de uma presença significativa em toda a região, com expansão recente para o México e um início de atuação nos Estados Unidos.

Thiago Carvalho, Co-Founder da Urmobo

Cenário econômico e eficiência

Durante o evento, a situação macroeconômica também foi um ponto de discussão importante. Em um painel moderado por Jéssica Cunha, estrategista de investimentos na XP, foi sublinhado que o cenário global continua exigindo cautela, especialmente nos Estados Unidos, onde a inflação está acima das expectativas e um mercado de trabalho robusto pressiona os preços.

No Brasil, o fluxo de capital estrangeiro tem sustentado o desempenho do mercado de ações, com entradas significativas nos últimos anos. No entanto, o país ainda enfrenta altas taxas de juros – com a Selic em patamares restritivos – e desafios fiscais se aproximando.

Esse ambiente ressalta a importância da eficiência operacional nas empresas, o que inclui um controle melhorado sobre ativos e infraestrutura tecnológica.

A importância da IA para a segurança

Outro assunto em destaque foi o papel crescente da Inteligência Artificial (IA) e da segurança cibernética na agenda corporativa.

Conforme apontado por dados apresentados por Ricardo Tardi, chefe de alta tecnologia e telecomunicações da Gartner para México e Costa Rica, 89% das empresas na América Latina planejam incrementar seus investimentos em segurança, enquanto 83% querem aumentar os recursos destinados à IA.

Simultaneamente, o uso descontrolado de ferramentas de IA começa a gerar preocupações:

  • 57% dos colaboradores utilizam contas pessoais para acessar IA em suas atividades de trabalho;
  • 33% admitem inserir informações sensíveis nessas plataformas.

Esse panorama amplifica os riscos e enfatiza a necessidade de governança rigorosa sobre dispositivos e softwares.

Avanços do Android Enterprise

A evolução do Android Enterprise também foi destacada como um marco significativo no setor. A tecnologia trouxe padronização, segurança nativa e uma capacidade aprimorada de gerenciamento em larga escala para os dispositivos utilizados nas empresas.

Segundo Fernando Pansan, responsável pelo desenvolvimento de negócios do Android Enterprise na América Latina, o sistema agora se expande além das operações de campo, abrangendo diversas áreas dentro das organizações. Isso proporciona uma maior governança em ambientes que antes eram muito fragmentados.

Uma plataforma integrada para diversos dispositivos

Fundada em 2017, a Urmobo disponibiliza uma plataforma de gerenciamento unificado de endpoints (UEM/EMM), capaz de integrar variados sistemas operacionais e tipos de dispositivos em uma única interface.

Essa solução compreende desde smartphones e notebooks até equipamentos industriais, terminais de pagamento e dispositivos de Internet das Coisas (IoT).

A Urmobo organiza sua oferta em diferentes níveis de serviço, que vão desde soluções básicas de inventário até camadas avançadas de segurança, contendo recursos como antimalware, controle de acesso, monitoramento em tempo real e integração via APIs.

IA e automação: um passo à frente

Entre as inovações apresentadas durante o evento, destaca-se a evolução do ODIN, o agente de Inteligência Artificial da empresa, que deverá incorporar funções mais avançadas de análise preditiva.

A proposta é que essa ferramenta passe a identificar comportamentos de risco antes que incidentes ocorram, oferecendo sugestões de ação de forma proativa. “Nós buscamos migrar de uma abordagem reativa para um modelo preditivo, aplicando inteligência à segurança”, explicou Thiago Carvalho.

Um mercado em crescimento

Segundo Carvalho, o crescimento no mercado de gerenciamento de endpoints está intimamente ligado à digitalização das operações e à crescente demanda por segurança.

As principais oportunidades surgem da necessidade de modernizar processos, substituir sistemas antigos e expandir operações conectadas. Por outro lado, o desafio permanece na complexidade do gerenciamento desses sistemas.

Neste cenário, o papel dos parceiros tende a se transformar, passando de uma atuação transacional para um modelo mais consultivo, que esteja alinhado às necessidades estratégicas dos clientes.

Estratégia de proteção em destaque

A sinergia entre mobilidade, segurança e Inteligência Artificial indica que a gestão de endpoints terá um papel ainda mais central nos próximos anos.

Mais do que simplesmente controlar dispositivos, as empresas passam a depender dessas soluções para assegurar a continuidade operacional, proteger dados e sustentar suas estratégias digitais. “A gestão de endpoints tornou-se uma parte essencial da estratégia das empresas”, conclui Carvalho.

Para mais informações sobre os serviços da Urmobo, consulte o site oficial da empresa.

Fonte:: infomoney.com.br

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