<p><img src="foto-denis-ferreira-netto-sedest.jpg" alt="Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST" /></p>
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<div class="inner"><a href="#conheca-as-especies-resgatadas" class="table-link anchor-link h5" data-index="rb-heading-index-0">Conheça as espécies resgatadas</a><a href="#como-ajudar-a-fauna-silvestre" class="table-link anchor-link h5" data-index="rb-heading-index-1">Como ajudar a fauna silvestre</a><a href="#galeria-de-imagens" class="table-link anchor-link h5" data-index="rb-heading-index-2">GALERIA DE IMAGENS</a></div>
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<p>Na última quarta-feira (1º), o Instituto Água e Terra (IAT) finalizou uma operação que resultou no encerramento de um criadouro irregular e na apreensão de 38 animais, sendo 29 cutias (<em>Dasyprocta spp.</em>) e 9 pacas (<em>Cuniculus paca</em>) em Cantagalo, município localizado na região Centro-Sul do Paraná. A ação foi necessária, uma vez que o estabelecimento estava com a Licença de Operação expirada e não atendeu as exigências necessárias para sua renovação. O responsável pelo criadouro foi multado em R$ 67 mil e irá responder por crime ambiental.</p>
<p>A operação foi iniciada em 20 de março e envolveu técnicos de diferentes regionais do órgão ambiental, que faz parte da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). Segundo o médico veterinário do IAT, Pedro Chaves de Camargo, a ação exigiu um planejamento detalhado devido à quantidade de animais e à natureza das pacas, que são mamíferos considerados mais agressivos, necessitando assim de um manejo cuidadoso. Antes do transporte, todos os animais passaram por uma avaliação clínica.</p>
<p>Durante a vistoria realizada no local, foi identificado que o criadouro estava funcionando em total desrespeito às normas básicas de cuidado, incluindo a ausência de atendimento veterinário, alimentação adequada e controle zootécnico dos mamíferos. Além disso, não havia documentação que comprovasse a origem das pacas e cutias.</p>
<p>As multas totalizaram R$ 67 mil, sendo R$ 59,5 mil relativas às apreensões (R$ 500 por cutia e R$ 5 mil por cada paca, já que essa espécie é considerada ameaçada no estado) e R$ 7,5 mil pela falta de documentação necessária para a operação do criadouro.</p>
<p>Imediatamente após a autuação, o IAT começou a logística para a realocação dos animais em centros de reabilitação devidamente licenciados, onde participarão de programas de reprodução e reintrodução das espécies em seu habitat natural. O manejo deve ser concluído nos próximos dias.</p>
<p>“O objetivo principal dessas operações é a proteção da fauna nativa. Procuramos sempre reabilitar e devolver esses animais ao seu habitat. Não se limita apenas a coibir irregularidades, mas também a garantir o melhor destino aos animais, visando seu bem-estar e a preservação das espécies”, afirma João Pedro dos Santos de Mello, técnico de Manejo e Meio Ambiente do escritório de Guarapuava do IAT.</p>
<p>O processo de captura, avaliação veterinária, identificação e marcação dos animais foi realizado por uma equipe de 10 servidores do Instituto, que contou com o suporte de veterinários do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava. Após a triagem, os animais foram enviados para três instituições conservacionistas localizadas em Foz do Iguaçu, região Oeste do Paraná.</p>
<p>“Vamos continuar monitorando a dinâmica reprodutiva destes animais nas instituições e averiguar como se processa a cadeia alimentar na região, fundamentados em programas de conservação das espécies”, complementa Camargo.</p>
<h3 id="conheca-as-especies-resgatadas" class="rb-heading-index-0">Conheça as espécies resgatadas</h3>
<p>A paca (<em>Cuniculus paca</em>) é um roedor de grande porte que habita diversas áreas do Brasil, mas que é classificado como vulnerável no Paraná. Ela pode medir até 70 centímetros e pesar entre 6 e 12 quilos, apresentando pelagem rígida que varia em tonalidade de vermelho a cinza-escuro, com manchas brancas nos flancos. Suas patas dianteiras possuem quatro dedos e as traseiras cinco, equipadas com garras e dentes incisivos afiados. A dieta da paca compreende frutas, folhas, raízes e sementes.</p>
<p>A cutia (<em>Dasyprocta spp.</em>), por sua vez, é uma espécie que frequentemente habita florestas, cerrados e caatingas, preferindo proximidade com Ela tem um comprimento entre 49 e 64 cm e pesa entre 1,5 a 5 quilos. Esse roedor possui corpo coberto com pelos macios, cauda reduzida ou ausente e patas traseiras com três dedos, alimentando-se de frutos, brotos, sementes e raízes.</p>
<h3 id="como-ajudar-a-fauna-silvestre" class="rb-heading-index-1">Como ajudar a fauna silvestre</h3>
<p>Caso você aviste um animal silvestre ferido ou tenha informações sobre atividades ilegais envolvendo a fauna, entre em contato com a Ouvidoria do Instituto Água e Terra (IAT). Você também pode ligar para o Disque Denúncia 181. Ao reportar, forneça informações claras e objetivas sobre a localização e situação do animal, pois quanto mais detalhes, mais eficaz será a apuração e rápida a resposta das equipes de atendimento.</p>
<h3 id="galeria-de-imagens" class="rb-heading-index-2">GALERIA DE IMAGENS</h3>
<p><em>Fonte:: <a href="https://www.iat.pr.gov.br/Noticia/IAT-resgata-29-cutias-e-9-pacas-de-criadouro-irregular-em-Cantagalo-no-Centro-Sul" target="_blank" rel="noopener noreferrer">iat.pr.gov.br</a></em></p>