Laudo da Sanepar confirma poluição na Represa do Passaúna

Vereador Fabio Pavoni cobra ação da prefeitura após crime ambiental no Vila Angélica.

Redação Rádio Plug
2 min. de leitura

Um crime ambiental contínuo, iniciado no Domingo de Páscoa, segue ativo no bairro Vila Angélica, em Araucária, ameaçando a bacia hidrográfica da Represa do Passaúna. Após cobranças do vereador Fabio Pavoni (PV) e denúncias da imprensa local, laudo técnico da Sanepar apontou que o despejo clandestino de efluentes ocorre pela rede de drenagem pluvial do município — estrutura sob responsabilidade da prefeitura.

O desastre veio à tona em março, quando toneladas de peixes morreram em um pesqueiro da região, causando prejuízo estimado em R$ 500 mil. O efluente industrial segue contaminando o córrego que deságua no Passaúna, manancial estratégico para o abastecimento de Araucária e da Região Metropolitana de Curitiba.

Laudo e cronologia

Desde o início de abril, o gabinete de Pavoni cobra providências. No dia 10, o vereador protocolou ofício na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) pedindo a cessação do escoamento. No dia 23, a SMMA acionou a Sanepar para vistoria.

O parecer da Sanepar, emitido em 28 de abril, eximiu a rede de esgoto e confirmou ligações clandestinas na galeria pluvial. O documento alerta: “A continuidade deste descarte compromete a qualidade da água e a segurança ambiental de toda a bacia.” A companhia mapeou possíveis empreendimentos responsáveis e pediu fiscalização municipal.

Cobrança na Câmara

Apesar de o processo ter sido encaminhado à fiscalização no dia 30 de abril, vistorias da assessoria do vereador constataram que o poluente seguia correndo livremente até esta quarta-feira (20 de maio). Na sessão da Câmara em 19 de maio, Pavoni exigiu celeridade:

“A própria Sanepar já delimitou os locais de origem e oficializou o risco. Não há justificativa para esse despejo continuar ativo há quase dois meses. A fiscalização precisa multar e lacrar essa tubulação imediatamente.”

O mandato do vereador informou que seguirá monitorando o ponto de descarte diariamente até a interrupção definitiva da poluição.

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