Obras da arquibancada retrátil da Arena da Baixada chegam a 75% mas são paralisadas temporariamente

Redação Rádio Plug
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Cadeira ficará deitada quando a arquibancada fo...

O Athletico Paranaense anunciou recentemente que atingiu a marca de 75% de conclusão nas obras de instalação de sua inédita arquibancada retrátil na Ligga Arena (Arena da Baixada), em Curitiba. Apesar do avanço significativo na estrutura, os trabalhos precisaram ser temporariamente paralisados para dar lugar à montagem do palco do show da banda britânica de heavy metal Iron Maiden, programado para se apresentar no estádio.

Com a agenda cultural intensa do espaço esportivo, que além do show de rock receberá grandes festivais e turnês musicais nos próximos meses — incluindo nomes consagrados do samba e da música sertaneja —, a retomada definitiva das intervenções na estrutura retrátil está agendada apenas para a segunda metade de novembro. O projeto inovador, executado em parceria com a empresa de entretenimento ao vivo 30e sem custos diretos aos cofres do clube, tem como principal finalidade otimizar a utilização do estádio.

Testes iniciais superam expectativas operacionais

Segundo Fernando Volpato, diretor de patrimônio e operações do Athletico, a fase atual permitiu não apenas a montagem avançada dos módulos, mas também a realização bem-sucedida dos primeiros testes práticos com o sistema hidráulico. Os cinco módulos centrais já foram completamente instalados e acionados, respondendo com total precisão às expectativas técnicas planejadas para o equipamento.

“Estamos concluindo 75% da montagem dos módulos de arquibancada. Nós já antecipamos uma fase que é de teste do acionamento hidráulico, os primeiros cinco módulos centrais já estão montados de forma completa. Testamos e funcionaram perfeitamente, de acordo com a expectativa e com o projeto”, detalhou o gestor rubro-negro.

Arquibancada retrátil passou por testes na Arena

Estrutura móvel passou por testes de funcionamento e acionamento hidráulico na Arena da Baixada. (Reprodução/Rede Furacão)

Embora a conclusão estivesse inicialmente prevista para o segundo semestre, o cronograma sofreu leves ajustes, com término estimado para o final do ano. A implementação da tecnologia pioneira em arenas brasileiras visa flexibilizar o uso do local, permitindo que partidas de futebol ocorram mesmo durante períodos de montagem e desmontagem de palcos para espetáculos de grande porte, reduzindo eventuais conflitos no calendário esportivo e ampliando a capacidade para grandes eventos até 2027.

Estrutura robusta e engenharia de movimentação

O projeto da nova estrutura móvel impressiona pelos números da engenharia civil aplicada. No total, foram empregadas 120 toneladas de aço estrutural, divididas em 17 módulos independentes. Cada um deles conta com 15 degraus, atingindo uma altura equivalente a 4,7 metros, alinhando-se perfeitamente ao setor da arquibancada inferior.

O sistema de locomoção é acionado por 12 motores elétricos conectados a rodas de tração, garantindo o deslocamento sincronizado de todo o conjunto. Para manter a identidade visual e o conforto dos torcedores, o espaço receberá as mesmas cadeiras que anteriormente integravam o setor Coronel Dulcídio Inferior.

Fernando Volpato com cadeira da arquibancada retrátil

Fernando Volpato, diretor de operações e patrimônio do Athletico, apresenta o mecanismo das cadeiras. (Foto: Reprodução/Rede Furacão)

“Esse espaço tem 48 metros de largura, vão comportar cerca de 1.600 cadeiras que já tinham nesse espaço e vão ser reinstaladas. A única coisa é que foi instalado um mecanismo de articulação porque, para a arquibancada retrair, a cadeira vai ficar na posição horizontal. Quando a arquibancada está aberta, a cadeira é travada com esse mecanismo”, pontuou Volpato.

Apesar do peso e da complexidade técnica envolvida na movimentação de milhares de toneladas, a velocidade de transição surpreendeu positivamente a equipe de engenharia. O mecanismo foi projetado para realizar todo o processo de recolhimento ou abertura da estrutura de forma suave e controlada em pouco tempo.

“Ficou até com uma velocidade lenta, quase que não percebe o movimento, mas com um minuto e meio a gente consegue colocar a arquibancada no local e recolher”, concluiu o diretor.

Funcionamento da tecnologia

Vídeo demonstrativo da arquibancada retrátil

Fonte:: umdoisesportes.com.br

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