Operação da Polícia Civil do Paraná desarticula quadrilha envolvida em desvios milionários e atentados em Curitiba

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Policiacivil.pr.gov.br

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu recentemente uma operação de grande envergadura voltada ao desmantelamento de uma organização criminosa que atuava no estado. O grupo é apontado pelas autoridades como o responsável por desviar mais de R$ 10 milhões de uma empresa sediada em Curitiba, além de arquitetar o sequestro do proprietário do estabelecimento e cometer uma tentativa de homicídio contra o diretor administrativo da corporação.

Com o avanço das apurações conduzidas pela corporação, os investigadores conseguiram aprofundar os detalhes acerca da tentativa de homicídio que havia sido perpetrada antes do sequestro do empresário. O desdobramento das diligências confirmou o envolvimento direto de quatro indivíduos nos crimes, com idades de 25, 34, 40 e 49 anos. Como esses suspeitos já se encontravam sob custódia do Estado devido a outras fases da investigação, os novos mandados de prisão preventiva foram formalmente cumpridos diretamente no sistema penitenciário paranaense.

As ações policiais também se estenderam para fora dos muros das unidades prisionais. Na última semana, uma quinta participante do esquema, de 30 anos, foi localizada e capturada no município de São José dos Pinhais, situado na Região Metropolitana de Curitiba. Os registros policiais indicam que a investigada já havia sido detida em abril deste ano pelo seu envolvimento direto no sequestro do dono da empresa, mas havia obtido liberdade posteriormente, voltando a ser alvo das autoridades.

A ofensiva policial contou ainda com o apoio de forças de segurança de outros estados. Na tarde de uma segunda-feira recente, a sexta pessoa envolvida na conspiração criminosa, um homem de 28 anos, foi detida durante uma operação conjunta realizada com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O suspeito foi localizado e preso na cidade gaúcha de Viamão, onde tentava se esconder das autoridades paranaenses.

Com a efetivação destas ordens judiciais, o total de seis investigados passa a responder formalmente pelo crime de tentativa de homicídio qualificado. Esta acusação agora se soma ao vasto leque de delitos já imputados ao grupo ao longo das investigações, que incluem os crimes financeiros e a privação de liberdade do empresário.

A dinâmica e a evolução da atuação criminosa

Os relatórios produzidos pelas equipes da PCPR revelaram que a organização criminosa operava de maneira estruturada e interna na empresa vítima, utilizando-se de facilidades corporativas para realizar os desvios sistemáticos de valores expressivos. O esquema de corrupção interna permaneceu oculto até que a diretoria decidiu implementar medidas de controle mais rígidas.

Para impedir que a fraude fosse descoberta e exposta, os integrantes do esquema planejaram e financiaram a eliminação física do diretor administrativo da companhia. O profissional havia sido contratado especificamente com a atribuição de executar uma auditoria rigorosa e detalhada tanto no estoque quanto nos registros financeiros da empresa, o que representava uma ameaça direta à continuidade dos desvios.

O atentado contra a vida do funcionário ocorreu em junho de 2024, no bairro Jardim Botânico, na capital paranaense. A vítima foi surpreendida por uma emboscada no exato momento em que chegava para mais um dia de expediente profissional. De acordo com as apurações, o homicídio só não foi consumado devido a uma falha mecânica na arma de fogo utilizada pelo atirador no momento do disparo.

O delegado da PCPR Ivo Viana detalhou a escalada da violência adotada pelos suspeitos diante da resistência encontrada nos planos originais. Conforme a autoridade policial, após o insucesso na execução do diretor e percebendo que a auditoria financeira continuava avançando e ameaçando o grupo, os criminosos elevaram o nível de periculosidade da quadrilha e optaram por sequestrar o próprio dono da empresa, culminando na atual resposta enérgica das forças de segurança do estado.

Fonte:: policiacivil.pr.gov.br

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