A Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) concluíram, em 27 de setembro, a coleta de perfis genéticos (DNA) de todas as 1.890 pessoas privadas de liberdade (PPL) custodiadas na Penitenciária Central do Estado – Unidade de Segurança (PCE-US), localizada em Piraquara. Com esse marco, a PCE-US se transforma na primeira unidade do estado a obter autonomia total para a execução desse importante procedimento.
Essa iniciativa se insere em um esforço contínuo, já contabilizando aproximadamente 16 mil coletas realizadas no sistema prisional do Paraná. O principal objetivo é aumentar o número de dados inseridos no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), que é uma ferramenta fundamental para apoiar investigações criminais, identificar autores de crimes e permitir o cruzamento de evidências coletadas.
O trabalho colaborativo entre PPPR e PCIPR respeita estritamente padrões rigorosos que asseguram tanto a qualidade quanto a rastreabilidade das amostras coletadas. Após sua inserção no banco nacional, os perfis genéticos são sujeitos a cruzamentos automáticos com vestígios encontrados em cenas de crimes em todo o Brasil. Esse procedimento contribui diretamente para a identificação de suspeitos, estabelece conexões entre diferentes ocorrências e auxilia no progresso de investigações complexas, incluindo casos mais antigos.
Um elemento diferencial desse esforço na PCE-US foi a capacitação técnica dos policiais penais envolvidos. Além da coleta do material genético, as equipes foram preparadas para atuar de maneira independente, tornando-se multiplicadoras do conhecimento adquirido em outras regiões do estado.
Viviane Cristina Serpa, chefe da Divisão de Saúde da PPPR, ressaltou a importância dessa nova fase: “Este mutirão é a continuação do trabalho que iniciamos no mês passado e teve como meta concluir 100% das coletas genéticas dos custodiados na PCE-US, respeitando os critérios legais em vigor. A partir de agora, a unidade se destaca como a primeira no Paraná preparada para realizar essas coletas de forma autônoma, com equipes capacitadas para executar o procedimento dentro da rotina da unidade. É nossa intenção que esse modelo seja progressivamente ampliado para outras unidades penais do estado”, afirmou.
A direção da PCE-US considera essa conquista um marco de eficiência e valorização dos profissionais que atuam na unidade. Olival Monteiro, diretor da unidade, enfatiza os ganhos técnicos e estratégicos que essa autonomia proporciona: “Estamos celebrando um momento decisivo na PCE-US. Somos a primeira unidade do sistema a obter essa autonomia. Nossos policiais penais agora possuem a capacidade de realizar as coletas com rigor técnico, garantindo a preservação da cadeia de custódia e acelerando as investigações. Com isso, conseguimos economizar tempo, melhorar a precisão e fortalecer a relevância do nosso trabalho. Cada policial penal que agora é hábil na coleta poderá disseminar esse conhecimento, treinando e orientando outros policias penais de diferentes unidades”, destacou.
Com essas iniciativas, o Estado do Paraná avança na consolidação desse modelo de maneira permanente. O planejamento estratégico inclui a continuidade das capacitações dos servidores, com o objetivo de que a coleta de material genético se torne um procedimento padrão e obrigatório no momento da entrada de qualquer pessoa privada de liberdade no sistema prisional paranaense.
Fonte:: policiapenal.pr.gov.br




