Pesquisa datafolha aponta índice idêntico de rejeição para candidatos à presidência

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Folhapress

A corrida eleitoral para a presidência da República chega aos seus momentos decisivos sob um cenário de intensa polarização e patamar elevado de rejeição para ambos os concorrentes ao Palácio do Planalto. A apenas três dias da realização do segundo turno, uma nova pesquisa conduzida pelo instituto Datafolha revela um empate técnico absoluto no quesito rejeição entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum. O mesmo percentual de 48% foi registrado quando o eleitorado foi questionado sobre a possibilidade de votar em Flávio Bolsonaro. Os números evidenciam aprofundamento do acirramento político que marca o país desde os pleitos anteriores e que continua ditando o ritmo da disputa atual.

Na comparação com as rodadas anteriores da pesquisa, a rejeição oscilou dentro da margem de erro. Há duas semanas, os índices registrados eram de 46% para o candidato petista e 43% para o representante do PL. Enquanto o atual chefe do Executivo manteve estabilidade nos patamares subsequentes, o parlamentar oscilou ligeiramente para 44% no levantamento anterior, consolidando agora o cenário de igualdade numérica, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A dinâmica observada ao longo de todo o primeiro turno se repetiu, com os dois principais nomes polarizando as intenções de voto e deixando margem estreita para os demais concorrentes, que somaram juntos 7,81% dos votos válidos na etapa inicial. O terceiro colocado na disputa da primeira fase, Augusto Cury (Avante), obteve 2,89% dos válidos e, junto com lideranças como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), declarou apoio formal ao senador neste segundo turno.

Clima de acirramento e debates na reta final

À medida que a votação se aproxima, a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão intensificou o tom de confronto entre as campanhas, com inserções marcadas por trocas frequentes de ataques. O ápice da tensão ocorreu durante o primeiro debate televisivo entre os postulantes, transmitido no último domingo (18) pela emissora Band.

O evento gerou debates entre analistas políticos e observadores, que classificaram o tom como excessivamente agressivo. O embate foi marcado pela insistência de Flávio Bolsonaro em desviar de questionamentos diretos e por momentos de confronto físico no palco, postura comparada por alguns críticos à estratégia adotada na política norte-americana em eleições passadas.

Especialistas em ciência política apontam que a estratégia de confrontação mútua e a ausência de debates aprofundados sobre propostas concretas reforçam os elevados índices de rejeição. Essa dinâmica, contudo, apresenta dificuldades para atrair o eleitorado indeciso ou pendular, que historicamente tende a se distanciar de candidatos percebidos como excessivamente agressivos nesta fase final da campanha.

O levantamento do Datafolha ouviu um total de 2.520 eleitores em diferentes regiões do país entre a terça-feira (20) e a quinta-feira (22). A pesquisa foi realizada mediante encomenda conjunta do jornal Folha de S.Paulo e da TV Globo, estando devidamente registrada perante a Justiça Eleitoral sob o código de identificação BR-09709/2026, com nível de confiança estimado em 95%.

Fonte:: bemparana.com.br

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