Polícia Penal promove palestra sobre assédio e reforça prevenção no ambiente de trabalho em Maringá

Redação Rádio Plug
Foto: Divulgação / Policiapenal.pr.gov.br

A Polícia Penal do Paraná (PPPR) realizou, na última quarta-feira (22), uma importante palestra no auditório da Colônia Penal Industrial de Maringá (CPIM), com o intuito de prevenir e combater o assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. O evento visou orientar os servidores quanto a condutas apropriadas, riscos jurídicos e as repercussões pessoais e profissionais que podem advir da prática de assédio. Participaram da ação cerca de 100 servidores da instituição.

O coordenador regional da PPPR em Maringá, Júlio César Vicente Franco, sublinhou que a realização da palestra atende a orientações institucionais, sendo essencial em tempos atuais. Ele ressaltou que, embora a maioria dos servidores atue eticamente, alguns se veem envolvidos em processos administrativos e até criminais decorrentes de práticas de assédio. “É fundamental proporcionar esse tipo de informação para a conscientização, visando evitar possíveis erros que possam impactar negativamente a vida pessoal e profissional dos servidores”, declarou Franco.

A palestra foi conduzida pelo corregedor-geral da PPPR, Deivid Alessandro Duarte, que destacou o papel da corregedoria na apuração de todos os casos de assédio dentro da instituição. Isso concede à corregedoria uma visão abrangente sobre as consequências destas condutas. “Muitos dos episódios ocorreriam com menor frequência se houvesse um conhecimento mais aprofundado sobre as normas e limites legais que regem a nossa atuação”, afirmou o corregedor.

A apresentação não se limitou a conceitos teóricos; teve também a inclusão de exemplos práticos e casos reais que a instituição já enfrentou. O propósito era esclarecer as dúvidas recorrentes entre os servidores, além de distinguir o que configura assédio de situações normais do cotidiano profissional, como a cobrança por resultados e a distribuição de tarefas.

Outro aspecto abordado foi a importância da adaptação a mudanças sociais e culturais. Segundo Duarte, comportamentos que eram antes aceitos hoje podem resultar em punições, o que requer uma atenção especial, principalmente por parte de líderes e gestores de equipe.

Durante a palestra, também foram apresentados dados que destacam a gravidade do problema. Entre os anos de 2020 e 2025, a Justiça do Trabalho no Brasil registrou cerca de 600 mil ações relacionadas ao assédio moral. No que diz respeito ao assédio sexual no local de trabalho, a situação é igualmente alarmante, com um total de 12.813 registros de ações trabalhistas em 2025, representando um aumento de aproximadamente 40% em comparação ao ano anterior.

A palestra ainda enfatizou que o assédio moral é caracterizado por ações de humilhação e constrangimento, enquanto o assédio sexual se refere a comportamentos com a intenção de obter vantagens de natureza sexual, frequentemente vinculadas a dinâmicas de poder.

Além de focar na prevenção, o evento incentivou a formalização de denúncias e a promoção do acolhimento às vítimas, sublinhando que a instituição possui mecanismos eficazes para a apuração e responsabilização das ocorrências. “Nossa meta é garantir um ambiente de trabalho seguro, respeitoso e saudável para todos os colaboradores”, acrescentou o corregedor.

Esta iniciativa faz parte de um conjunto mais amplo de medidas que visam o fortalecimento institucional e a melhoria das relações no ambiente de trabalho, engajando servidores de diversos setores da PPPR, incluindo policiais penais, equipes administrativas, colaboradores terceirizados, além de profissionais de diferentes áreas de atuação.

Fonte:: policiapenal.pr.gov.br

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