Presidente do Myanmar anula penas de morte e converte sentenças para prisão perpétua

Redação Rádio Plug
Foto: Divulgação / Estadao.com.br

O presidente do Myanmar, Min Aung Hlaing, anunciou nesta sexta-feira, 17, a revogação de todas as penas de morte no país, substituindo-as por sentenças de prisão perpétua. Hlaing, que é o líder da junta militar responsável pelo golpe de Estado que destituiu o governo democraticamente eleito de Aung San Suu Kyi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, tomou posse como presidente no dia 3 deste mês.

Desde que assumiu o poder em fevereiro de 2021, a junta militar, liderada por Hlaing, reestabeleceu as execuções após um período de décadas sem esse tipo de condenação, com a alegação de que o objetivo seria eliminar a dissidência, conforme indicado por várias organizações de direitos humanos. De acordo com dados da ONU, um ano após a retomada das execuções, mais de 130 pessoas foram condenadas à morte no país.

A realização de eleições pela junta militar no final do ano passado, após cinco anos de governo militar, teve como resultado a eleição de Min Aung Hlaing como presidente, que obteve 429 dos 584 votos no parlamento. Especialistas entendem que essa transição representa uma tentativa de renovação civil dentro de um regime militar ainda presente.

A decisão de anular as penas de morte acompanhou a reversão de algumas medidas repressivas implementadas pela junta, numa tentativa de promover a reconciliação. No entanto, analistas indicam que essas mudanças parecem ser superficiais e têm como objetivo principal melhorar a imagem internacional do país.

A situação política em Mianmar continua instável, e a resposta da comunidade internacional às recentes manifestações de descontentamento e a repressão por parte do governo militar permanece uma questão crítica. As reformas anunciadas por Hlaing são vistas com ceticismo, especialmente diante do histórico recente de violação de direitos humanos no país.

O futuro político do Myanmar permanece incerto e a população continua a exigir mudanças reais e sustanciais no regime atual, com um apelo crescente por democracia e justiça social.

Fonte:: estadao.com.br

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