Queda no preço da cesta básica em são paulo alivia consumidor em julho

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Canalrural.com.br

O custo da cesta básica na capital paulista registrou uma retração de 0,91% no mês de julho, de acordo com dados levantados por meio de um convênio entre a Fundação Procon-SP e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com essa oscilação para baixo, o valor médio necessário para a aquisição dos produtos essenciais passou de R$ 1.347,26, contabilizados em junho, para R$ 1.335,04 no período subsequente. O recuo foi impulsionado primordialmente pelas baixas expressivas em itens de largo consumo, a exemplo da batata, da carne de primeira e do feijão carioquinha.

Principais quedas no orçamento das famílias

Detalhando o levantamento estatístico, a batata se destacou ao apresentar a maior retração de preços ao longo de julho, acumulando uma queda expressiva de 24,56%. Outros componentes fundamentais da dieta diária também colaboraram para a diminuição do impacto financeiro no bolso do consumidor: a carne de primeira registrou baixa de 5,67%, enquanto o feijão carioquinha ficou 3,86% mais barato.

A lista de abrandamentos nos preços englobou ainda o pão de forma, com recuo de 3,55%, o açúcar refinado, que diminuiu 2,65%, o café em pó, registrando menos 2,20%, e o frango resfriado inteiro, com baixa de 1,68%. Analistas econômicos apontam que a perspectiva de uma produção volumosa no cenário internacional exerceu papel fundamental na contenção dos valores do café, compensando momentâneas oscilações do mercado global.

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Altas expressivas e impactos climáticos

Em sentido contrários aos produtos que tiveram baixa, a cebola despuntou como o item de maior alta porcentual no mês, marcando um acréscimo de 13,36% no custo. Justificativas apresentadas pelo Procon-SP indicam que o volume de chuvas acima da média normal, registrado logo nos primeiros dias de julho, acabou interferindo diretamente no andamento dos trabalhos de colheita nas regiões produtoras. Posteriormente, parte dos agricultores optou por antecipar a retirada do produto do solo visando aproveitar patamares de preços mais elevados, estratégia que acabou enxugando a oferta e mantendo as cotações em patamares altos.

Atrás da cebola, outros gêneros essenciais também pesaram mais no orçamento doméstico, como o extrato de tomate (11,50%), o sabonete (8,29%), o alho (4,98%), a salsicha avulsa (4,06%) e o leite UHT (4,03%). No tocante ao leite, o encarecimento decorreu principalmente da desaceleração na captação e produção no campo, motivada diretamente pelas temperaturas mais baixas do período invernal.

Balanço geral dos grupos de consumo

Do total de 39 mercadorias monitoradas pela pesquisa na cidade de São Paulo, o panorama mensal revelou que 21 itens apresentaram majoração de preço no decorrer de julho. Em contrapartida, 15 produtos marcaram retração e apenas três mantiveram estabilidade. Analisando por categorias de produtos, o setor de Alimentação apresentou queda de 1,26% e o grupo de Limpeza recuou 0,36%, ao passo que o segmento de Higiene Pessoal na média encareceu 2,45%.

No acumulado geral do ano de 2026 até o momento, a cesta básica na capital paulista exibe uma alta acumulada de 3,82%. Quando confrontado o valor médio com o mesmo período do ano anterior, em julho de 2025, o avanço é de 0,75%. Ao observar o horizonte de 12 meses, os maiores reajustes de preços nos alimentos concentram-se na cebola, com alta expressiva de 75,33%, seguida pela batata (57,39%) e pelo feijão carioquinha (49,58%). Noutro extremo, as reduções mais intensas no período anual foram constatadas no alho (-26,72%), no açúcar refinado (-20,96%) e no café em pó (-18,01%).

Fonte:: canalrural.com.br

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