Transporte público de Curitiba contabiliza queixa sobre pragas a cada seis dias conforme dados da Urbs

Redação Rádio Plug
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Foto: (Franklin de Freitas)

Transporte público de Curitiba contabiliza queixa sobre pragas a cada seis dias conforme dados da Urbs

O sistema de transporte coletivo de Curitiba tem gerado preocupação e chamado a atenção para questões de manutenção e higiene urbana. Dados recentes revelam que a capital paranaense registra, em média, uma reclamação relacionada à presença de insetos e animais indesejados — como baratas, formigas e até roedores — a cada seis dias. As ocorrências abrangem tanto os ônibus que circulam pelas linhas municipais quanto as estruturas de apoio, incluindo estações-tubo e os terminais de integração espalhados pelas diferentes regiões da cidade.

As informações oficiais foram tornadas públicas após um requerimento formal de informações apresentado na Câmara Municipal de Curitiba, por iniciativa da vereadora Giorgia Prates – Mandata Preta (PT). O levantamento detalha o panorama das demandas recebidas pela administração municipal e traz um raio-x de como o poder público e as empresas operadoras lidam com a questão sanitária no cotidiano de quem utiliza os coletivos.

Volume de registros e atuação do poder público

Conforme os dados repassados pela Urbanização de Curitiba (Urbs), órgão que gerencia o transporte na capital, foram contabilizados 126 protocolos ligados diretamente ao controle de pragas no sistema de transporte coletivo em um período de dois anos, compreendido entre julho de 2024 e julho de 2026. A autarquia municipal garantiu que todos os chamados abertos pela população, além de proposições enviadas por parlamentares, foram devidamente processados, investigados e respondidos.

O fluxo de atendimento a essas demandas exige uma resposta rápida para evitar a propagação de vetores de doenças em ambientes de grande circulação de pessoas. De acordo com as diretrizes estabelecidas para o setor, as empresas concessionárias que operam as linhas de ônibus na cidade têm a obrigação contratual de manter rotinas rigorosas e contínuas de higienização. Esse cuidado deve se estender por toda a frota de veículos, assim como nas estruturas físicas dos terminais e das tradicionais estações-tubo.

Cronograma de desinsetização e fiscalização

Para manter o controle sanitário adequado, a Urbs estabelece que o procedimento de desinsetização nos veículos ocorra, de maneira rotineira, a cada seis meses. No entanto, o órgão regulador ressalta que esse intervalo de tempo não é rígido e pode ser diminuído consideravelmente caso haja necessidade. Fatores como variações climáticas, elevação das temperaturas, índices de infestação detectados e as condições específicas de conservação de cada veículo ou equipamento podem motivar limpezas extraordinárias.

Sempre que um cidadão utiliza os canais oficiais para denunciar a presença indesejada de pragas urbanas em um ônibus ou estação, o setor de fiscalização é acionado para apurar a veracidade do relato. Caso a irregularidade seja constatada in loco pelos agentes, o protocolo prevê medidas imediatas: o veículo em questão é retirado de circulação no mesmo momento e enviado diretamente para passar por um processo completo de higienização e nova desinsetização, retornando aos itinerários apenas após a liberação sanitária.

Fonte:: bemparana.com.br

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