Vereadora depara com superlotação e cobra sala de espera infantil na saúde pública

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Rede190.com.br

O debate sobre a qualidade e a estrutura do atendimento na rede pública de saúde ganhou novos contornos após manifestações públicas de figuras políticas que utilizam o sistema no dia a dia. A discussão traz à tona um dilema enfrentado por milhares de cidadãos em unidades de urgência e emergência e coloca em evidência a necessidade de adaptações estruturais nos postos de atendimento.

A discussão é puxada pela vereadora Adriana Rocha, que relata ser usuária recorrente das Unidades de P2ront-Atendimento do município em momentos que exigem cuidados médicos imediatos. Para a parlamentar, vivenciar as mesmas filas, a espera prolongada e as condições cotidianas enfrentadas pela população é um exercício essencial para compreender a real situação dos serviços prestados pelo poder público, distanciando a teoria da prática vivenciada nas salas de espera.

Com base nessas vivências pessoais, a vereadora aponta fragilidades recorrentes na prestação do serviço. Entre os pontos levantados estão a morosidade no trâmite de triagem e consultas, questões ligadas à higienização das instalações e, com maior ênfase, a urgência na criação de um espaço físico isolado e exclusivo para o público infantil e seus respectivos acompanhantes.

Atualmente, a gestão municipal argumenta que existe uma ala pediátrica em funcionamento, justificada pela presença de médicos especialistas em pediatria na escala de atendimento. No entanto, a parlamentar pondera que a mera disponibilização de um profissional especializado não soluciona integralmente o problema enfrentado pelas famílias nas unidades de saúde.

O cerne da questão, segundo o alerta emitido pela representante legislativa, reside na falta de um ambiente de espera segregado. No formato atual, crianças doentes, muitas vezes debilitadas por febre, vômito ou infecções respiratórias, compartilham o mesmo espaço físico com pacientes adultos que apresentam variados quadros clínicos.

Para Adriana Rocha, a reestruturação desse espaço não exige necessariamente o resgate de nomenclaturas específicas ou o retorno de um modelo formal de unidade exclusivamente infantil. A proposta consiste na criação de uma área de espera dedicada, projetada especificamente para o público infantojuvenil, o que traria mais conforto e segurança sanitária para os menores e suas famílias durante o período de espera até a chamada médica.

“Não é só ter o pediatra em uma ala. A criança também precisa ter um ambiente adequado para esperar pelo atendimento”, reforça a vereadora, sintetizando a demanda que tem levado aos debates sobre melhorias na infraestrutura da saúde local.

A cobrança por adaptações estruturais nas unidades de saúde reforça a pressão sobre o poder executivo municipal para que investimentos sejam direcionados à humanização e setorização dos locais de grande fluxo de pacientes, visando minimizar o estresse inerente aos atendimentos de urgência.

Fonte:: rede190.com.br

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