Nova York, 3 de junho (Reuters) – Em declarações feitas nesta quarta-feira, o presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, afirmou que não prevê que os riscos inflacionários elevados, exacerbados pela guerra no Oriente Médio, sejam de longa duração. Ele afirmou que, neste momento, não há necessidade de alterar a política monetária dos Estados Unidos.
Williams comentou que atualmente não está excessivamente preocupado com “efeitos dramáticos de segunda ordem ou inflação persistente” resultantes dos aumentos de preços provocados pela guerra, pela influência contínua das tarifas e pelo investimento em inteligência artificial, durante uma entrevista ao Yahoo Finance.
O dirigente do Fed destacou que as expectativas de inflação estão “bem ancoradas” em um mercado de trabalho sólido, que não está gerando pressões inflacionárias significativas. Ele também considerou o aumento nos preços da energia como um “efeito único”, antecipando que não deve haver um aumento acentuado desses preços no próximo ano e até 2028.
Em adição, Williams reafirmou sua visão de que a política monetária atualmente adotada pelo Fed “está exatamente no lugar certo” e que não visualiza a necessidade de aumentar ou reduzir a taxa de juros. “Não vejo um argumento claro para que devêssemos mudar a taxa de juros, mas também não percebo uma direção óbvia para onde poderíamos nos mover no futuro”, comentou.
A expectativa entre analistas é de que o Fed mantenha sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75% durante a reunião agendada para os dias 16 e 17 de junho. Esta decisão ocorrerá enquanto as autoridades do banco central continuam avaliando o impacto inflacionário causado pela guerra e a incerteza que permeia as perspectivas econômicas de curto prazo.
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As bolsas americanas também apresentaram queda, refletindo os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e dos títulos públicos.
Fonte:: infomoney.com.br




