O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se manifestou sobre a nova liderança do Irã, descrevendo-os como “menos radicais e muito mais razoáveis”. A declaração foi feita enquanto autoridades americanas se envolvem com intermediários para buscar o término das hostilidades no país.
Durante um pronunciamento na Casa Branca na noite de quarta-feira (1°), Trump reafirmou suas alegações de que os EUA contribuíram para a mudança de regime na nação persa, resultado da “morte de todos os seus líderes originais”.
Trump indicou que os EUA estão monitorando alvos estratégicos enquanto as negociações para a paz seguem. Ele alertou que, na ausência de um acordo, o país pode atacar vigorosamente os principais centros de geração de energia elétrica do Irã, e que tal ofensiva poderia ocorrer simultaneamente em diversas localidades.
Além disso, o presidente destacou que os EUA optaram por não atingir as instalações petrolíferas do Irã, mesmo sendo um alvo de fácil alcance, justificando que isso não proporcionaria ao país adversário qualquer possibilidade de recuperação ou sobrevivência futura.
O contexto do conflito no Oriente Médio
As tensões entre os Estados Unidos e o Irã se intensificaram desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países culminou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, várias figuras proeminentes do regime iraniano também foram mortas, e os EUA alegam ter danificado substancialmente a infraestrutura militar do país, destruindo dezenas de embarcações, sistemas de defesa aérea e aeronaves.
Como resposta, o regime iraniano lançou ataques em diversas nações no Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. O governo iraniano afirma que sua retaliação tem como alvo apenas os interesses dos EUA e de Israel na região.
De acordo com dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA, mais de 1.750 civis iranianos perderam a vida desde o início do conflito. A administração de Trump, por sua vez, admite pelo menos 13 mortes de soldados americanos em atos diretamente relacionados a ataques iranianos.
O conflito também se espalhou para o Líbano, onde o grupo Hezbollah, que recebe apoio do Irã, atacou território israelense em resposta à morte de Ali Khamenei. Este desdobramento levou Israel a conduzir bombardeios aéreos contra alvos que diz serem vinculados ao Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes na região.
Após a perda da maioria de sua liderança, o Irã elegeu um novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, que é filho de Ali Khamenei. Analistas acreditam que a liderança de Mojtaba não trará mudanças significativas, representando uma continuidade da repressão e práticas do regime anterior.
Trump expressou descontentamento com a escolha de Mojtaba para a liderança do Irã, classificando-a como um “grande erro”. Ele enfatizou a necessidade de envolvimento no processo e afirmou que a escolha de Mojtaba seria “inaceitável” para a direção futura do Irã.
Fonte:: cnnbrasil.com.br





