O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou na sexta-feira, 16, que forças americanas, em colaboração com a Nigéria, eliminou um importante líder do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) durante uma operação conjunta realizada no país africano, que tem sido gravemente afetado pela violência extremista.
De acordo com Trump, Abu Bilal al Minuki era considerado o “terrorista mais ativo do mundo” e ocupava uma posição de destaque como segundo no comando global do EI. A comunicação do presidente ocorreu através de uma mensagem na plataforma Truth Social.
“Nesta noite, sob minha orientação, destemidas forças dos Estados Unidos e as Forças Armadas da Nigéria realizaram com sucesso uma missão complexa, meticulosamente planejada”, escreveu Trump.
O governo nigeriano e suas forças armadas também confirmaram a morte do líder extremista, com o presidente do país, Bola Tinubu, classificando a operação como um marco significativo no combate ao terrorismo na região.
Abu Bilal al Minuki, nascido em 1982, era natural do estado de Borno, situado no nordeste da Nigéria, uma área marcada historicamente pela presença de grupos jihadistas.
Trump destacou ainda que a eliminação de al Minuki “diminui substancialmente” a capacidade operativa do Estado Islâmico em uma escala global.
A região norte da Nigéria enfrenta, há anos, uma série de ataques perpetrados por facções extremistas e grupos criminosos conhecidos localmente como “bandidos”, que são responsáveis por invasões a vilarejos e sequestros em massa visando extorsões.
Além disso, o presidente americano reiterou que os cristãos no país africano estão sendo perseguidos e vítimas de um “genocídio” cometido por terroristas. Essa alegação, entretanto, é contestada pelo governo nigeriano, além de especialistas que argumentam que a violência afeta tanto cristãos quanto muçulmanos.
Vale destacar que em dezembro, as forças armadas dos Estados Unidos, em coordenação com as autoridades nigerianas, realizaram bombardeios em alvos associados ao Estado Islâmico no estado de Sokoto. Desde esse episódio, a cooperação militar entre Washington e Abuja tem se intensificado./AFP
Fonte:: estadao.com.br




