China apresenta inovação que pode reduzir significativamente o custo de chips infravermelhos

Redação Rádio Plug

No final de março, a Universidade de Xidian anunciou uma importante descoberta no campo da tecnologia de semicondutores: um método inovador capaz de cortar o custo de produção de chips infravermelhos de milhares de dólares para um valor próximo a dezenas de dólares. Essa conquista abre novas possibilidades para a utilização dessa tecnologia, que até então estava amplamente restrita ao setor militar, em aplicações civis.

Os chips em questão são do tipo SWIR (infravermelho de ondas curtas), que possuem a capacidade de permitir que dispositivos como câmeras capturem imagens com clareza em condições de neblina densa e total escuridão. As aplicações dessa tecnologia abrangem principalmente áreas de pesquisa avançada e uso militar. O alto custo dos equipamentos tem sido uma barreira que impede o acesso de consumidores civis e limita a adoção generalizada, o que poderia contribuir para a redução de custos em outras áreas, além de promover designs mais compactos e eficientes.

O preço elevado desses chips é impulsionado pela utilização do InGaAs (arseneto de índio e gálio), um composto químico cuja produção é complexa. A pesquisa realizada por cientistas chineses focou na melhoria do uso de um composto alternativo, o SiGe (silício-germânio). Embora esse método já fosse conhecido, ele apresentava uma incompatibilidade que resultava em um desempenho inferior ao do InGaAs. A equipe de pesquisa conseguiu desenvolver novas técnicas que criam camadas para superar essa incompatibilidade, resultando em um desempenho que se equipara aos padrões anteriores.

Além disso, a Universidade de Xidian montou uma nova linha de produção de chips, que será ativada ainda este ano, utilizando essa tecnologia aprimorada. De acordo com os pesquisadores, a linha de montagem dos chips SWIR está alcançando um desempenho comparável ao de gigantes globais do setor, como Sony, TSMC e Taiwan Opto-Electronics. “Isso garante não apenas um controle independente sobre tecnologias essenciais, mas também uma base sólida para a rápida iteração de produtos e lançamentos em larga escala no mercado,” declarou a universidade.

A popularização desta tecnologia pode romper com o monopólio atualmente dominado pelo setor militar, abrindo caminho para a utilização em áreas que impactam diretamente a vida cotidiana das pessoas. As possíveis aplicações civis incluem:

  • Capacitação de smartphones para capturar fotografias mais nítidas em condições de pouca luz;
  • Redução de custos e melhoria na eficácia de sensores em veículos para condução manual ou autônoma em ambientes com baixa visibilidade;
  • Possibilidade de casas inteligentes identificarem com precisão a presença e o status dos moradores.

Essas inovações não apenas têm o potencial de melhorar a qualidade de vida das pessoas, mas também podem impulsionar novas indústrias e fomentar a pesquisa e desenvolvimento em tecnologia, tornando acessível um campo que, por muito tempo, foi restrito apenas a aplicações militares.

Por fim, a abertura desse mercado para consumidores e empresas civis pode representar uma mudança significativa na forma como a tecnologia de infravermelho é utilizada e disseminada, ampliando as fronteiras do que é possível com essa tecnologia nos dias de hoje.

Fonte:: poder360.com.br

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