Gestão da saúde: “A direita conserta, a esquerda desmonta?”

Redação Rádio Plug
Imagem aérea do Mini-Hospital. Foto: Arquivo/Fa...

Os gestores da direita em Toledo entraram na política para corrigir os erros deixados pela esquerda? Essa indagação pode parecer incômoda, mas é pertinente e necessária.

No dia 10 de abril, celebramos nove anos da reabertura do Mini-Hospital da Vila Pioneiro, um episódio marcante na memória da cidade. O local foi fechado em 2014 durante a gestão do então prefeito Beto Lunitti, resultando em um vazio significativo na saúde pública e gerando insatisfação entre os moradores da grande Vila.

Lucio de Marchi, o prefeito eleito em 2016, assumiu a responsabilidade de reabrir o Mini-Hospital e desafiou as expectativas ao cumprir a promessa de fazê-lo em apenas 100 dias, mesmo diante da desconfiança geral, inclusive deste jornalista. E ele conseguiu. Mais do que simplesmente reabrir, transformou o espaço em um centro de referência com milhares de atendimentos, desempenhando um papel crucial durante a pandemia de Covid-19.

Avançando no tempo, em 2026, o atual prefeito Mario Costenaro se vê diante de uma nova herança problemática na saúde pública, novamente relacionada à gestão anterior. Contratos questionáveis, como o da empresa IDEAS, levantam sérias dúvidas sobre a eficiência e a responsabilidade no uso do dinheiro público, além das implicações diretas na vida das pessoas, com mais de 280 óbitos registrados. A falta de equipes e a má gestão geram preocupações acerca da assistência à saúde na região.

Diante desse cenário, a reflexão se impõe: será coincidência ou um padrão se repetir? Será que o atual prefeito terá que consertar mais um estrago deixado pela administração de esquerda em Toledo?

Promessa que virou realidade

Em 2017, a promessa de reabrir o Mini-Hospital em 100 dias parecia clara e audaciosa. Este jornalista foi cético e cobrou resultados. Uma postura que é parte do dever da imprensa.

Contudo, a promessa foi cumprida, e é necessário reconhecer essa conclusão. O tempo consolidou a efetividade da medida. A reabertura do Mini-Hospital não se tratou apenas de uma obra; foi uma resposta política à demanda da comunidade.

Resultados concretos

O fechamento do Mini-Hospital em 2014 gerou um vácuo na cobertura de saúde para mais de 50 mil moradores da Vila Pioneiro. A reabertura foi um ato que transcendia a mera execução de obras, representando um compromisso com o bem-estar público.

A promessa inicial, que parecia retórica, enfrentou desafios e questionamentos ao longo do caminho. No entanto, a entrega final comprovou a seriedade do compromisso, com uma reforma avaliada em cerca de R$ 1 milhão e mais de 41 mil atendimentos registrados logo no primeiro ano de funcionamento.

O papel da fiscalização

O propósito do jornalismo nunca foi simplesmente aplaudir, mas sim fiscalizar. Quando Lucio de Marchi anunciou sua meta, as dúvidas foram legítimas. No entanto, a política é um campo que exige coerência, e promessas cumpridas merecem reconhecimento. É um valor absoluto no contexto da gestão pública.

Nove anos de um legado duradouro

Passados nove anos, o Mini-Hospital opera 24 horas por dia, oferecendo serviços de urgência e emergência e continuando a ser uma parte essencial da rede pública de saúde. Durante a pandemia, tornou-se um modelo de atendimento à Covid-19, e sua importância se manteve posteriomente.

Entre dúvidas e realizações

Nem toda promessa política é digna de crédito desde o início. Dúvidas e questionamentos foram parte do processo, mas a entrega final é que valida a legitimidade da cobrança.

O valor da palavra cumprida

No ambiente político, prometer tornou-se uma prática corriqueira, enquanto cumprir é a exceção. Quando um gestor define um prazo e cumpre, isso merece registro. A reabertura do Mini-Hospital foi um compromisso que chegou à população de forma palpável e que gerou repercussões significativas.

O legado ativo do Mini-Hospital

Mais do que reabrir as portas, foi necessário garantir a continuidade do funcionamento do Mini-Hospital. Hoje, ele se mantém ativo e relevante, contribuindo para aliviar a carga do sistema de saúde local e exercendo a função para a qual foi criado. Esse é o verdadeiro legado: algo que continua a operar e oferecer serviços após as promessas e discursos.

Uma reflexão necessária

Voltando ao questionamento inicial: haverá um padrão na gestão da saúde em Toledo? Com o fechamento e reabertura do Mini-Hospital, além de novos desafios que Mario Costenaro enfrenta, a pergunta ainda paira no ar: trata-se de uma coincidência estrutural ou de um padrão recorrente? A população de Toledo observa e não hesita em exigir respostas.

Fonte:: gazetadetoledo.com.br

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