A cidade de Guarapuava, no Paraná, será palco da inauguração do Centro de Referência da Mulher Brasileira Tatiane Spitzner nesta quinta-feira, 9 de março, às 14h30. Este novo equipamento público é destinado a oferecer acolhimento às mulheres que enfrentam situações de violência. A cerimônia contará com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e de diversas autoridades locais, o que marca a ativação de uma estrutura que faz parte da rede de proteção do município.
O centro integrado em Guarapuava é uma ação do Programa Mulher Viver sem Violência, uma iniciativa do governo federal que visa conectar serviços especializados das áreas de saúde, justiça, segurança pública, assistência social e promoção da autonomia econômica. Com uma área de aproximadamente 270 metros quadrados, a unidade proporcionará um atendimento humanizado e especializado. O projeto inclui uma recepção, salas para atendimentos individuais, uma sala de reunião, cozinha, espaço de convivência, além de brinquedoteca, banheiros e fraldário.
De acordo Os princípios desse programa ressaltam a importância do atendimento humanizado, da prevenção da revitimização e da colaboração entre diferentes esferas de governo. Nesse sentido, a nova estrutura não é um espaço isolado, mas sim uma parte de uma rede que depende de conexões efetivas com delegacias, Ministério Público, Judiciário, serviços de saúde, assistência social e políticas de geração de renda.
O caso Tatiane
O nome do centro resulta de uma homenagem significativa e oficializada pela Lei Municipal nº 3.694/2024, que designou o imóvel como Centro de Referência da Mulher Brasileira Tatiane Spitzner. A escolha, conforme argumentado pela Câmara Municipal, visa perpetuar a memória de Tatiane, que foi vítima de feminicídio em 22 de julho de 2018, e transforma sua história em um símbolo de combate à violência contra a mulher. A aprovação da iniciativa pela Câmara reflete a intenção de consagrar Tatiane como um ícone na luta contra a violência de gênero.
O caso de Tatiane Spitzner gerou ampla repercussão em todo o Brasil e contribuiu para a reavaliação do debate sobre feminicídio, tanto no Paraná quanto no restante do país. Em 2021, o responsável pelo assassinato foi condenado a 31 anos de reclusão por homicídio e fraude processual, conforme dados registrados no Tribunal de Justiça do Paraná. O impacto do caso também levou à criação do Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, que é celebrado anualmente no dia 22 de julho no estado.
Um processo mais longo
A inauguração do centro, que acontece nesta quinta-feira, é resultado de um processo que se estendeu além do que era esperado. Em março de 2026, uma reportagem destacou que a construção estava na fase final, após um atraso de quase dois anos. Na ocasião, a finalização das obras incluía atividades como limpeza geral e instalação de climatização ainda em andamento. Inicialmente, a obra teve início em janeiro de 2023, com previsão de entrega em cerca de 18 meses, o que acabou por atrasar a abertura da unidade para 2026.

Fonte:: redesuldenoticias.com.br




