UFPR lança campanha contra o assédio e a violência sexual

Redação Rádio Plug
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Foto: UFPR Contra o assédio (Franklin de Freitas)

Recentemente, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) lançou uma campanha importante para combater o assédio e a violência sexual, motivada por denúncias feitas nas redes sociais por estudantes. O anúncio das novas iniciativas ocorreu em um evento no Prédio Histórico da instituição, localizado em Curitiba, e contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

Entre as ações anunciadas, destaca-se uma campanha voltada para o enfrentamento de diferentes formas de assédio e violência dentro do ambiente universitário. A proposta é promover visibilidade e sensibilização sobre a temática, buscando tratar do assunto de maneira educativa e preventiva, além de fortalecer os canais de acolhimento para as vítimas. Durante a solenidade, uma faixa foi estendida em frente ao prédio histórico, na Praça Santos Andrade, reafirmando o compromisso da universidade com a dignidade e proteção da comunidade acadêmica.

A vice-reitora da UFPR, professora Camila Fachin, enfatizou a importância desse compromisso coletivo, afirmando: “A universidade deve ser, antes de tudo, um espaço seguro para todas as pessoas, onde possam existir plenamente, aprender, ensinar, pesquisar e conviver sem medo. Por isso, dizemos com firmeza: assédio e violência não são tolerados dentro da UFPR”.

A ministra Márcia Lopes ressaltou que a campanha está alinhada ao Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres nas Instituições de Ensino, um pacto estabelecido entre o Ministério das Mulheres e o Ministério da Educação (MEC). Lopes declarou: “Esta universidade sai na frente neste momento em que faz adesão a este pacto, que leva a sério o protocolo que assinamos com o Ministério da Educação. Não tenho dúvida de que será a medida mais estruturante que teremos na história desse pacto”.

Desenvolvimento da campanha

A campanha foi elaborada pela Superintendência de Comunicação da UFPR (Sucom) a pedido da Reitoria e do Comitê de Enfrentamento às Violências da universidade. A iniciativa contará com cartazes de conscientização e materiais que exemplificam situações ocorridas na instituição, como a série “O que já ouvimos”. Além disso, haverá uma divulgação constante dos canais e fluxos disponíveis para acolhimento e denúncia.

Sarah Scholz Dias, superintendente de comunicação da UFPR, destacou que a ação visa transformar o enfrentamento às violências em uma responsabilidade institucional permanente, além de ser uma resposta a situações específicas.

Como denunciar

A Ouvidoria Geral da UFPR é o órgão encarregado de receber e apurar denúncias relacionadas a agressões e assédios. Segundo Carolina Bagattolli, ouvidora geral, a instituição atua como um canal seguro para esses registros. “Nosso papel é acolher, registrar, analisar preliminarmente e encaminhar as denúncias às unidades competentes, respeitando sempre os critérios de sigilo e proteção da vítima”, explicou.

Ela enfatizou que a Ouvidoria não realiza investigações ou julgamentos, pois essa responsabilidade cabe à corregedoria em casos específicos de assédio. Além disso, a UFPR tem investido na criação de estruturas de acolhimento, como a Sala Lilás e a Ouvidoria da Mulher, destinada ao atendimento especializado de mulheres que sofreram discriminação ou violência dentro da instituição. Essa seção atende servidoras, estudantes e funcionárias terceirizadas que enfrentam violência de gênero no ambiente da universidade.

“A Ouvidoria da Mulher se compromete a realizar um acompanhamento próximo dos casos, oferecendo escuta qualificada e orientação especializada”, afirmou a professora Tirzhá Dantas, responsável pela Ouvidoria da Mulher. “Sempre que necessário, a rede de proteção às vítimas será acionada”.

As representantes da UFPR alertam que o primeiro passo para qualquer vítima é entender que ela possui o direito ao acolhimento e à proteção. Ao vivenciar uma situação de assédio, as vítimas podem buscar apoio da Ouvidoria da Mulher, procurar redes de apoio disponíveis na universidade e formalizar denúncias pelos canais institucionais.

Tirzhá Dantas enfatizou que acessar esses canais institucionais é fundamental por três razões: primeiro, porque proporciona acolhimento à vítima; segundo, possibilita a responsabilização das ações; e terceiro, permite que a instituição tenha uma visão mais ampla do problema, contribuindo para evidenciar padrões e romper o silêncio.

Todas as manifestações, reclamações e denúncias relativas a fatos ocorridos no âmbito do executivo federal podem ser formalizadas através da plataforma Fala.BR. Nos casos relacionados a questões de gênero, como violências, discriminações ou assédios direcionados a mulheres, as manifestações serão encaminhadas à Ouvidoria da Mulher.

O atendimento da Ouvidoria da Mulher ocorre pelo e-mail ouvidoriadamulher@ufpr.br.

Para formalização de denúncias, o canal indicado é a plataforma Fala.BR.

Fonte:: bemparana.com.br

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