STF tem três votos para derrubar lei de SC que proibiu cotas raciais

Redação Rádio Plug
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta sexta-feira (10) o julgamento de ações que questionam a constitucionalidade de uma lei de Santa Catarina, a qual proíbe a reserva de cotas raciais para estudantes em instituições de ensino que recebem recursos públicos do estado. Até o momento, o placar indica 3 votos a 0 a favor da derrubada da norma.

No plenário virtual, a análise da questão está em andamento, e a primeira manifestação foi do relator do caso. O ministro Gilmar Mendes, juntamente com os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, já se posicionaram a favor da inconstitucionalidade da lei, que recebeu críticas por limitar o acesso de grupos historicamente marginalizados à educação.

A avaliação dos demais ministros prosseguirá até a próxima sexta-feira (17), com mais sete integrantes da Corte programados para votar. As ações que provocaram o debate no STF foram movidas pelos partidos PSOL, PT, PCdoB e pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que pleiteiam a declaração de que a lei é inconstitucional.

Contexto da Lei

A Lei 19.722, aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e sancionada pelo governador Jorginho Melo (PL), estabelece que a reserva de vagas em instituições de ensino público só será permitida para alunos com deficiência, aqueles que provêm de escolas públicas ou que atendem a critérios de renda específicos. Essa normatização gerou intensos debates sobre a importância das cotas raciais para garantir a diversidade e a inclusão no acesso à educação superior.

Implicações do Julgamento

A questão do uso de cotas raciais no Brasil é um tema complexo e controverso, que reflete as desigualdades sociais e raciais existentes no país. A decisão do STF poderá ter um impacto significativo não apenas em Santa Catarina, mas em todo o Brasil, já que estabelece um precedente sobre o reconhecimento da importância das políticas afirmativas para corrigir injustiças históricas.

A expectativa é que, com o desdobramento do julgamento, mais discussões sobre inclusão e diversidade nas instituições de ensino superior sejam fomentadas, além de trazer à tona a necessidade de estratégias que promovam o acesso equitativo à educação.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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