A Escola de Dança do Teatro Guaíra (EDTG) realizou uma apresentação nesta quarta-feira (15) para aproximadamente 300 estudantes no Colégio Estadual Professora Isabel Lopes Santos Souza, localizado no bairro Pinheirinho, em Curitiba. Este evento marca a primeira performance da EDTG no projeto Guaíra para Todos em 2026. No ano anterior, o grupo de alunos visitou diversas escolas públicas de Curitiba e da Região Metropolitana, alcançando um público estimado de 5.300 pessoas, entre estudantes, professores, funcionários e familiares.
Neste ano, estão programadas 16 apresentações ao longo do calendário letivo. O projeto Guaíra para Todos, parte das iniciativas de apresentação da EDTG, busca levar a arte da dança aos pátios das escolas, fruto de uma parceria entre as secretarias estaduais de Cultura e Educação. Essa iniciativa teve início em 2023.
“A proposta do projeto é levar nossos grupos artísticos para diferentes locais, tanto em Curitiba quanto na Região Metropolitana e em outras áreas do Estado, promovendo a circulação de grupos e democratizando o acesso a essas ações culturais”, destaca Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra (CCTG).
Iniciado em 2016, o projeto Guaíra para Todos visa promover a circulação de grupos artísticos do CCTG em diversos espaços e regiões do Estado, oferecendo à população o acesso à dança, música e outras formas de expressão cultural em locais como parques, praças, ginásios, pátios e até mesmo lojas.
“Durante as apresentações nas escolas, além do momento mágico que ocorre nos intervalos das aulas, o projeto também tem o objetivo de estimular a formação de novas plateias, despertando o interesse pela dança”, acrescenta Cavalheiro.
Larissa Pansera, coordenadora da Escola de Dança Teatro Guaíra, expressa sua alegria com o projeto, afirmando: “Eu amo esse projeto, venho feliz e saio ainda mais feliz, porque há uma mágica que acontece durante essas apresentações que é benéfica tanto para os alunos que se apresentam quanto para aqueles que assistem. Existe uma conexão muito forte.”
Para Pansera, o projeto proporciona uma nova experiência de palco essencial para a formação dos alunos. “Estamos num ambiente que não é o teatro: enfrentamos diversas interferências como vento, ruídos, piso e o espaço. Os alunos que se apresentam precisam aumentar sua concentração e, ao mesmo tempo, estabelecem um diálogo com os alunos das escolas, o que enriquece ainda mais o aprendizado dos alunos da EDTG”, explica.
Averaldo Teodoro, diretor do Colégio Estadual Professora Isabel Lopes Santos Souza há 11 anos, enfatiza a importância da interação entre os alunos do colégio e da EDTG na formação integral no ambiente escolar. “Esta oportunidade é extremamente valiosa, pois muitos alunos nunca tiveram a chance de ver uma apresentação de balé, e muitos deles não têm condições de ir até o teatro. Portanto, essa experiência agrega muito ao cotidiano deles”, ressalta Teodoro.
O projeto não apenas forma plateias, mas também incentiva a formação e o aprendizado dos alunos da EDTG. Gabriela Da Ros Montes D’Oca, de 13 anos, participou pela primeira vez de uma ação promovida pela EDTG e compartilhou sua experiência: “Acho que ter vivência em outros lugares, fora do teatro, é algo que nos acompanha para a vida toda. Aprender a dançar em diversos palcos e levar nossa arte para diferentes lugares é gratificante. Existem crianças que podem se interessar e talvez dançar um dia. É maravilhoso fazer parte disso.”
A estudante Ana Heloisa de Brito Freire, de 12 anos, também teve sua primeira experiência assistindo a uma apresentação de dança e comentou: “A energia é muito boa. Como eles conseguiram decorar tudo isso? Na verdade, eles têm muito talento! Eu admiro muito. Embora eu não queira seguir nessa carreira, ainda quero assistir a muitas apresentações.”
A agente educacional Rosangela Santos ficou encantada com a apresentação, revelando sua paixão pela dança e lembrando-se de espetáculos clássicos que já assistiu no Teatro Guaíra, como O Lago dos Cisnes. “Essa apresentação é muito significativa, até mesmo para inspirar os alunos. Acredito que isso irá plantar uma sementinha. Quem sabe no futuro algum deles irá decidir seguir este caminho”, pondera.
A apresentação também reavivou desejos em alguns estudantes. Larissa Lima Silva, de 12 anos, após ver o espetáculo da EDTG, expressou seu desejo de retomar o sonho de dançar. “Eu vi e achei lindo, perfeito. Agora que assisti, quero fazer também, deu vontade de aprender.”
SOBRE A EDTG
A Escola de Dança Teatro Guaíra, fundada em abril de 1956, tem como objetivo formar bailarinos de excelência que, futuramente, integrarão a Companhia de Dança do Teatro. Ao longo de sete décadas, a escola se tornou uma referência nacional, formando mais de 15 mil alunos, realizando mais de mil apresentações e conquistando cerca de 350 prêmios em competições nacionais e internacionais.
Fonte:: parana.pr.gov.br


