Mendonça diz que não teve acesso à proposta de delação de Vorcaro

Redação Rádio Plug
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Foto: © Carlos Moura/SCO/STF

O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta quinta-feira (7) que uma colaboração premiada deve ser considerada “séria e efetiva”. Essa declaração foi emitida pelo gabinete do ministro após a divulgação de reportagens que indicavam que Mendonça teria comunicado aos advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que não tem intenção de homologar os termos da proposta de delação apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) no dia anterior.

A nota divulgada à imprensa informa que Mendonça não teve acesso ao conteúdo da documentação entregue aos órgãos. Ele enfatizou que uma colaboração premiada precisa resultar em efetivas contribuições para ser validada.

“O ministro tem mantido uma posição clara e consistente sobre o tema da colaboração premiada. Este mecanismo é um ato de defesa, um direito garantido ao investigado. Para que tenha efeitos, a colaboração deve ser séria e efetiva”, destacou.

Adicionalmente, Mendonça reafirmou que as investigações relacionadas ao caso Master continuarão normalmente, independentemente da realização de delações. “É importante esclarecer que, até o presente momento, o ministro não teve acesso ao conteúdo do material apresentado pela defesa à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Qualquer afirmação em sentido contrário não corresponde à realidade dos fatos e carece de fundamento”, completou o ministro.

Daniel Vorcaro, atualmente, encontra-se preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele foi novamente detido no dia 4 de março e passou a ser objeto da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), um banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal (GDF).

A prisão de Vorcaro foi determinada a pedido da Polícia Federal, com base em novas informações da investigação que revelaram que ele teria dado ordens diretas a outros envolvidos para intimidar jornalistas, ex-empregados e empresários. Além disso, surgiram indícios de que ele tinha acesso antecipado ao conteúdo das apurações.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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