Por Augusto Mafuz
13/05/2026 13:06 – Atualizado: 13/05/2026 13:06
No futebol, a vitória é frequentemente vista como uma obrigação, pois diversos fatores podem influenciar o resultado, incluindo a imprevisibilidade do esporte. Contudo, essa premissa pode variar em situações específicas, especialmente quando uma equipe é considerada favorita e, ainda assim, provoca um cenário que poderia ter sido evitado.
Recentemente, o Athletico Paranaense enfrentou o Atlético-GO, que se encontrava na zona de rebaixamento da Série B, e o resultado foi um decepcionante empate sem gols na Copa do Brasil. Essa atuação foi marcada por uma arrogância desmedida que surpreendeu, vindo de um treinador considerado sério, como Odair Hellmann. Ao desvalorizar a capacidade do adversário, Hellmann escalou uma versão do Athletico que estava longe de suas melhores condições, resultando em um desempenho abaixo do esperado.
O empate na partida, jogada na Baixada, agora traz à tona a necessidade premente de uma vitória no jogo de volta em Goiânia. Isso não apenas aumenta a pressão sobre os jogadores, mas também desafia o treinador e a administração do clube a reverter a situação em um ambiente que promete ser hostil, com uma torcida fervorosa e um adversário que, em sua condição de “time pequeno”, pode encontrar motivação para surpreender.
A vitória se tornou uma exigência para o Athletico, seja durante os 90 minutos do jogo ou, se necessário, nas cobranças de pênaltis. Um mau resultado traria consequências severas, afetando não apenas a reputação do clube, mas também sua saúde financeira. A fragilidade em um momento decisivo pode comprometer o prestígio da equipe e a confiança do torcedor.
Para enfrentar essa nova etapa, a volta de jogadores como Benavídez, Lucas Esquivel e Viveros pode ser crucial para que o Athletico esteja mais próximo de sair vitorioso. Por outro lado, a ausência de Luiz Gustavo por um período considerável levanta a discussão sobre se é hora de dar uma nova chance a Zapelli.
Os desafios não se restringem ao Athletico. O rival Coritiba, que também acumula preocupações, vivencia um momento delicado enquanto os dois clubes paranaenses buscam estabilidade em suas respectivas campanhas. O Coritiba, por sua vez, deve lidar com os fantasmas do passado após enfrentar reveses que fortalecem a ideia de que o destino nem sempre é favorável à equipe que confia apenas na sorte.
Enquanto isso, a rivalidade no estado se intensifica, com histórias paralelas que se desenrolam, como o interesse de clubes ingleses por jovens promessas como Lucas Ronier, do Coritiba, e a incessante busca de ambos os clubes por melhores posicionamentos em suas competições. As apostas em jogos do Campeonato Paranaense também aquecem a cena esportiva local, com análises e dicas buscando promover um ambiente de jogo responsável.
Em suma, o próximo jogo do Athletico, em que precisa conquistar uma vitória convincente, será um verdadeiro teste para a equipe e para seu comando técnico. A pressão está alta, e os torcedores esperam que o clube se mostre à altura das expectativas.
Fonte:: umdoisesportes.com.br




